Quando a inovação nasce do território e amplia a economia local

Da Redação ·
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fonte: Ilustrativa/Gerada por IA
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No dia 27 de janeiro, Apucarana e região alcançaram um marco que vai muito além de um selo de qualidade: o reconhecimento do Café da Serra de Apucarana como Denominação de Origem (DO). Esse reconhecimento precisa ser entendido como aquilo que ele realmente é: uma inovação institucional com forte impacto econômico, capaz de reorganizar o setor cafeeiro e ampliar oportunidades para toda a cidade.

Costumamos associar inovação a tecnologia, startups ou digitalização. Mas há um tipo de inovação menos visível e igualmente transformador: aquela que muda regras, cria padrões e coordena atores. A Denominação de Origem faz exatamente isso. Ela transforma origem, identidade e saber-fazer em vantagem competitiva estruturada.

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A DO é o nível mais elevado das Indicações Geográficas. Ela afirma que aquele café só pode existir ali, porque é resultado direto do território, do clima, do solo, da altitude e do conhecimento humano acumulado ao longo do tempo. Não é marketing. É método, controle e evidência técnica.

Esse avanço não nasce do esforço individual, mas da coordenação coletiva. Produtores organizados, políticas públicas, ciência aplicada e extensão rural caminharam juntas. O papel do IDR/PR, ao lado do Sebrae/PR e da Secretaria de Agricultura, foi decisivo ao garantir assistência técnica contínua, qualificação produtiva e validação agronômica. Inovação, aqui, foi processo, não improviso.

Para a cidade de Apucarana, esse reconhecimento representa muito mais do que ganhos no campo. A Denominação de Origem fortalece a imagem do município, amplia sua identidade produtiva e cria um ativo estratégico para o desenvolvimento urbano e econômico. Quando um território passa a ser reconhecido pela qualidade e pela origem, toda a cidade ganha em reputação, atração de investimentos e capacidade de gerar novos negócios.

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As possibilidades futuras são relevantes. A certificação permite acesso a mercados mais exigentes, melhores preços, contratos mais estáveis e novas cadeias de valor. Abre espaço para o turismo rural, para a gastronomia local, para marcas próprias, experiências e serviços ligados ao café. Os ganhos não se limitam ao produtor: eles se espalham pelo comércio, pelos serviços e pela economia local.

É aqui que a inovação pode potencializar tudo isso. Ao conectar a Denominação de Origem com tecnologia, dados, rastreabilidade, novos modelos de negócio e políticas públicas inteligentes, o território amplia escala e impacto. Inovar passa a ser usar a certificação como plataforma para experimentar, aprender e evoluir continuamente.

No fim, a inovação mais inteligente talvez seja essa: aquela que organiza o presente para ampliar o futuro, transformando identidade em desenvolvimento econômico real.

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