No coração do deserto, em meio ao silêncio e ao eco das promessas divinas, surgiu o objeto mais sagrado da história de Israel: a Arca da Aliança.
Não era apenas um cofre revestido de ouro, era o símbolo visível da presença invisível de Deus.
Segundo fatos bíblicos, Deus deu as instruções para a construção da Arca a Moisés no Monte Sinai, logo após entregar os Dez Mandamentos, as leis divinas de Deus.
Era feita de madeira de acácia, revestida de ouro e, sobre sua tampa, estavam dois anjos querubins de ouro, que ficavam um de frente ao outro. Esses anjos eram seres espirituais, associados à presença e à santidade de Deus.
Dentro dela estavam, além dos Dez Mandamentos, o bastão do sacerdote Arão, irmão de Moisés, o primeiro sacerdote do povo de Deus, um pote de maná, que representava a provisão que Deus fez cair do céu para saciar a fome do povo no deserto. Esse alimento parecia semente de coentro de cor esbranquiçada, seu sabor lembrava bolo de mel.
Surgia junto ao orvalho pela manhã e derretia quando o sol esquentava.
A Arca da Aliança era um objeto tão sagrado que ninguém podia tocá-la, somente os sacerdotes podiam transportá-la de um local para o outro, através de varões fixados em suas bordas.
Ela era um sinal da fidelidade de Deus, onde caminhava com o povo no deserto, depois de saírem da escravidão do Egito.
Por onde ela passava, havia vitória, direção e manifestação da glória de Deus.
Portanto, no silêncio do Santo dos Santos, a Arca permanecia como testemunho de uma verdade eterna de Deus.