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Moralidade em Jogo

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Moralidade em Jogo
Autor Elas dizem respeito ao tipo de construção social e cultural que estamos promovendo - Foto: Pixabay

O embate entre o governo e o Congresso Nacional não diz respeito apenas a uma questão de competência, mas envolve, sobretudo, a sobrevivência política do governo, que necessita de receita para equilibrar as contas públicas e cumprir a meta de resultado primário estabelecida pelo arcabouço fiscal. A situação do governo é de desespero, diante do crescimento das despesas obrigatórias acima do previsto, o que torna o risco de descumprimento das metas praticamente certo.

Outra questão evidente, mas que o governo não consegue enfrentar de forma direta e explícita, é que a parcela do orçamento público capturada pelo Parlamento, na forma de emendas impositivas, está pressionando as contas públicas e comprometendo o cumprimento da meta de resultado primário. Ocorre que o governo não possui controle sobre a execução dessas emendas, o que prejudica o equilíbrio fiscal e, além disso, dificulta o alinhamento com as políticas públicas existentes.

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Esses eventos e notícias passam à margem do interesse central da população brasileira, que, na maioria dos casos, se posiciona como mera torcedora de um dos lados: ou do governo federal, desejando que este consiga controlar as contas públicas, manter o crescimento econômico e conter a inflação, viabilizando uma possível reeleição; ou da oposição, de extrema direita, esperando que os parlamentares mantenham a pressão contra o governo e inviabilizem politicamente o projeto da esquerda de se manter no comando do país.

Essas “torcidas” precisam refletir e se questionar se seus comportamentos estão, de fato, alinhados com o compromisso ético e moral de um cidadão que deseja o bem de sua nação. Devem se perguntar se realmente se sentem pertencentes ao lugar em que vivem. Também precisam refletir se a sociedade em que estão inseridos, considerando sua estrutura jurídica, econômica e social, é justa e adequada para si e para aqueles que amam.

Essas questões vão muito além das preocupações das torcidas do lado “A” ou do lado “B”. Elas dizem respeito ao tipo de construção social e cultural que estamos promovendo: a violência e o extremismo político e cultural, as narrativas degradantes e agressivas com as quais convivemos e a mediocridade dos ideários intolerantes que desconsideram a pluralidade, a complexidade e a diversidade inerentes à vida em sociedade.

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Trata-se do sentimento de não pertencimento. Da ausência de preocupação das pessoas com a manutenção (ou mesmo a multiplicação) da pobreza no país nos últimos anos. Da falta de um comprometimento efetivo com o desenvolvimento econômico e social. Trata-se, também, da busca pelo poder e pela hegemonia cultural.

Em recente evento internacional, o professor Pablo de San Román, diretor do Centro de Estudos de Governo da Universidade Católica Argentina, afirmou que os problemas das sociedades em que vivemos não residem nas bases fundamentais do capitalismo, mas, sim, na razão moral das pessoas que compõem a sociedade e na ausência de questionamento da realidade posta, muitas vezes por uma simples questão de comodidade.

Concordo com o professor Pablo: o ponto central dos problemas contemporâneos que vivenciamos é, essencialmente, de ordem moral e não está necessariamente relacionado a um lado político. A partir do momento em que as questões sociais forem tratadas com mais humanidade, sem a submissão aos interesses de pequenos grupos, poderemos considerar que estaremos no caminho do desenvolvimento econômico e social. Sem uma variável de controle relacionada à moralidade, até poderemos avançar economicamente, mas não nos desenvolveremos como sociedade.

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