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Taxa de mortalidade infantil apresenta alta e gera alerta na região

Número de mortes de crianças com menos de 1 ano passou de 47 para 54 na área da 16ª Regional de Saúde de Apucarana

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Taxa de mortalidade infantil apresenta alta e gera alerta na região
Autor Apucarana registrou 20 mortes em 2025 - Foto: FreePik/Aquivo

A taxa de mortalidade infantil apresentou alta na região. De acordo com a 16ª Regional de Saúde (RS) de Apucarana, o coeficiente de óbitos de crianças com menos de 1 ano passou de 11,5 a cada mil nascidos vivos em 2024 para 13,6 no ano passado — índice acima do preconizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que indica como adequado menos de 10 óbitos de crianças menores de 1 ano para cada mil nascidos vivos. Em números absolutos, a região passou de 47 mortes para 54.

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Com maior população, Apucarana registrou 20 mortes no ano passado, atingindo um coeficiente de 15,8 mortes a cada mil nascidos vivos. Segundo a 16ª RS, do total de mortes na cidade, 15 foram de bebês recém-nascidos (até 27 dias de vida) e 5 de crianças entre 28 dias e 1 ano.

Arapongas aparece como o segundo município com maior número absoluto de óbitos, com 14 mortes neste ano contra 15 do ano anterior. Com um óbito a menos, o coeficiente de mortalidade da cidade se manteve em 10,8 a cada mil nascidos vivos. Nos municípios menores, o coeficiente não é aplicado.

Segundo a 16ª RS, o aumento possui causas multifatoriais, sendo uma delas a prematuridade. Em 2025, a taxa de nascimentos prematuros chegou a 14,5%, superior aos 13,5% registrados em 2024. Entre os óbitos infantis deste ano, 70% das crianças nasceram prematuras, e metade delas foi classificada como prematura extrema, com idade gestacional inferior a 28 semanas.

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Entre os principais fatores associados à prematuridade estão hipertensão arterial, diabetes gestacional, infecções, gestações múltiplas (gemelar), histórico de parto prematuro anterior e fatores de estilo de vida como tabagismo e uso de álcool, além da ausência de um pré-natal adequado.

As principais causas dos óbitos infantis em 2025 estão relacionadas a afecções originadas no período perinatal, como transtornos hipertensivos, toxoplasmose, sífilis, infecção do trato urinário e vulvovaginites, além de alterações no colo do útero e na placenta. Outro dado que chama a atenção é que 5,5% das mortes ocorreram por broncoaspiração.

ACOMPANHAMENTO

De acordo com a enfermeira obstetra e chefe da Seção de Atenção Primária em Saúde da 16ª RS, Sabrina Kuniczki, parte desses óbitos poderiam ser evitados com o acompanhamento correto após o nascimento.

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“Estes óbitos são considerados evitáveis e reforçam a necessidade do cuidado para além da gravidez. Após o nascimento, a criança deve ser acompanhada na UBS pela puericultura, momento em que a equipe avalia o desenvolvimento, orienta a família e atua na prevenção de acidentes”, explica Sabrina.

A enfermeira também ressalta que a maioria dos óbitos está relacionada a gestações não planejadas. “Reforçamos a importância do planejamento reprodutivo. O SUS oferta métodos eficazes, como o implante subdérmico (Implanon), que previne a gravidez por até três anos”, completa.

O diretor da 16ª Regional de Saúde, Paulo Vital, destaca que o órgão tem intensificado o apoio técnico aos 17 municípios da área de abrangência, com mais de 2 mil profissionais capacitados apenas em 2025.

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“O apoio descentralizado, com atuação direta da equipe regional in loco junto aos municípios, é fundamental. Esse trabalho próximo permite compreender as particularidades de cada local e aumentar a efetividade das ações de prevenção”, afirma Vital.

ASSISTÊNCIA OBSTÉTRICA

A coordenadora da Casa da Gestante de Apucarana, a enfermeira obstétrica Maria Aparecida das Neves, lamenta o aumento no número de óbitos infantis no município e destaca que o acompanhamento preventivo foi realizado de forma rigorosa. “A maioria das gestantes realizou seguimento regular, tanto nas consultas quanto nos exames laboratoriais e de imagem. A assistência obstétrica no município e o pré-natal nas UBSs têm se mostrado eficazes. Os óbitos, em grande parte, estão ligados a malformações fetais graves”, explica.

Segundo ela, a análise aponta que os demais óbitos ocorreram devido a complicações por hipertensão materna, extremo baixo peso, engasgo, infecção materna e septicemia bacteriana do recém-nascido.

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Cenário semelhante é observado em Faxinal, onde o número absoluto subiu de 1 para cinco casos, mas com quatro deles classificados como inevitáveis devido a malformações congênitas. O detalhamento clínico aponta mortes por cardiopatias complexas, como a Transposição das Grandes Artérias e a Síndrome Hipoplásica do Coração Esquerdo, além de prematuridade extrema. Todos os partos ocorreram em hospitais de alta complexidade com suporte de UTI Neonatal.

O secretário de Saúde de Faxinal, Reginaldo da Cruz Junior, reforça que o sistema de saúde cumpriu seu papel. “Todas as gestantes receberam acompanhamento pelo obstetra do município e suporte do Ambulatório de Gestação de Alto Risco, garantindo a identificação precoce das patologias”, afirma. Ele conclui destacando que o município segue todos os protocolos da Rede Materno Infantil do Paraná. "Condições de malformação cardíaca e prematuridade extrema possuem prognóstico reservado, independentemente da qualidade do pré-natal básico”.


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