Leia a última edição
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Vale do Ivaí

publicidade
AGRICULTURA

Safra de soja tem quebra de R$ 368 milhões na região, diz Deral

Uma das causas apontadas por especialistas é o calor excessivo e baixo volume de chuvas no fim do ano passado e início deste ano

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Safra de soja tem quebra de R$ 368 milhões na região, diz Deral
Autor Plantação de soja em Novo Itacolomi, região de Apucarana - Foto: Cindy Santos/TNonline

Nesta safra, a expectativa de produção de soja caiu 16,5% na região. Segundo levantamento das regionais de Apucarana e Ivaiporã da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab), a estimativa passou de 1,158 milhão de toneladas para 966,8 mil toneladas, um prejuízo de R$ 368,5 milhões aos agricultores. Uma das causas apontadas por especialistas é o calor excessivo e baixo volume de chuvas no fim do ano passado e início deste ano que castigaram as lavouras da região.

A maior quebra foi registrada na região de Ivaiporã que abrange 15 municípios do Vale do Ivaí com redução de quase 20% na produção de soja, segundo o engenheiro agrônomo Sergio Carlos Empinotti, do Departamento de Economia Rural (Deral).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

- LEIA MAIS: Soja orgânica aumenta rendimento de produtores de Jardim Alegre

Apesar da área plantada ter aumentado de 175 mil para 180 mil hectares, o rendimento médio por hectare caiu de 3.500 quilos para 2.900 quilos.

"Essa queda se deve principalmente à estiagem que atingiu a região durante o período de desenvolvimento da soja", explica Empinotti. "As lavouras mais afetadas foram as de primeiro e segundo plantio, que registraram quedas de até 60%", afirma.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mesmo com a queda geral, alguns produtores conseguiram manter a produtividade em patamares normais, chegando a colher até 160 sacas de 60 quilos por alqueire. "Em casos raros, onde o solo tinha mais umidade e o produtor estava mais preparado com o plantio direto mais antigo, a produtividade chegou a 180 sacas por alqueire", ressalta o engenheiro agrônomo.

Na região, a média de comercialização do produto é de R$ 100,20 por saca de 60 kg. Em 2023 o produto chegou a ser vendido em média a R$ 151,47.

Embora a expectativa inicial fosse de que a safra rendesse R$ 1.087 milhões para os produtores da região, com a queda na produção esse total deve ficar em torno R$ 870 milhões, uma redução de R$ 217 milhões.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Nos últimos anos, o preço da soja chegou patamares excelentes para o produtor, mas esse valor era reflexo da especulação em torno da guerra na Ucrânia e do receio de falta do produto no mercado e os países se abasteceram. Com o mercado se abastecido, o preço voltou ao seu nível normal que historicamente é em torno de U$ 20 dólares a saca", relata Empinotti.

Apucarana

Na regional da Seab de Apucarana, que abrange 13 municípios, Deral aponta quebra de 16%. A estimativa de produção inicial era de 528,2 mil toneladas, número que caiu para 444,8 mil toneladas, redução de 16%. A quebra de aproximadamente 83,4 mil toneladas corresponde a uma perda de R$ 151,5 milhões.

“Além da quebra da produção, os produtores estão enfrentando um problema: os preços de mercado estão menores nesta safra, pois no mesmo período do ano passado, o valor da saca estava em torno de R$ 140 o que significa uma redução de aproximadamente 22% dos preços”, comenta o técnico do Deral, Adriano Nunomura. Atualmente, a saca de 60 kg de soja está cotada a R$ 109.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

De acordo com Nunomura, a redução na produção e nos preços de venda, além de diminuir os lucros para o produtor, afeta diretamente o comércio e a economia local, principalmente nos municípios da região em que a agricultura é a principal atividade econômica e, em muitas vezes, a produção de grãos é a principal cultura agrícola. “E quando ocorrem quebras de safra e redução nos preços como estão ocorrendo, são esses municípios que mais sentem os reflexos desses danos”, afirma.

Por Ivan Maldonado e Cindy Santos.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Vale do Ivaí

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline