Quase 45% dos municípios da região têm avanço na gestão do lixo
Dos 27 municípios da região, 12 melhoraram atuação nos últimos dois anos, segundo Ministério Público
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Dos 27 municípios da região, 12 apresentaram avanços na gestão dos resíduos sólidos nos últimos dois anos, o que representa 44,4% do total. Outros dez não tiveram alteração (37%), quatro pioraram o desempenho (14,8%) e um não apresentou os dados (3,7%). Os resultados fazem parte de diagnóstico apresentado nesta semana durante Encontro de Educação Ambiental na Gestão Pública de Resíduos Sólidos Urbanos, realizado em Londrina. O evento é um desdobramento da Operação Percola II, que foi deflagrada em outubro de 2021 para fiscalizar o manejo dos resíduos sólidos em 55 municípios do Norte do estado.
A reunião em Londrina foi comandada pelo promotor Renato dos Santos Santana, do Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo (Gaema), do Ministério Público do Paraná (MP-PR). O encontro contou com a presença de representantes de todos os municípios da região.
“O propósito foi criar as condições para o diálogo e elaboração de uma proposta integrada de educação ambiental voltada à gestão pública dos resíduos sólidos, que resulte em melhorias ambientais e de qualidade de vida, além de buscar soluções e apontar caminhos com conceitos e práticas sobre educação ambiental e resíduos sólidos”, explica o promotor.
Segundo ele, o evento integra a campanha “Junho Verde”, que visa chamar atenção para a mobilização da sociedade para o enfrentamento coletivo das pautas socioambientais.
Dos 27 municípios da região, Arapongas, Ariranha do Ivaí, Califórnia, Cambira, Cruzmaltina, Grandes Rios, Jandaia do Sul, Jardim Alegre, Lunardelli, Rio Branco do Ivaí, São João do Ivaí e São Pedro do Ivaí registram evolução, com diminuição do número de irregularidades no sistema de gestão do lixo.
Apucarana, Bom Sucesso, Faxinal, Ivaiporã, Marilândia do Sul, Marumbi, Mauá da Serra, Novo Itacolomi, Rio Bom e Rosário do Ivaí ficaram no mesmo patamar. Pioraram no diagnóstico Arapuã, Godoy Moreira, Kaloré e Lidianópolis. Os dados de Borrazópolis referentes a 2023 não foram apresentados.
“Para a realização do cálculo foi considerado o cenário das cooperativas de reciclagem, aterros sanitários, áreas de transbordo temporário e também áreas de bota-fora (disposição de resíduos volumosos como sofás, camas e outros, além de, resíduos de poda, galhadas e resíduos da construção civil), entre outros aspectos”, explica o promotor.
Ele assinala, no entanto, que o diagnóstico não é oficial, mas uma maneira encontrada pelo Gaema para estimular avanços na questão da destinação dos resíduos sólidos nos municípios da região Norte do Paraná.
A tabela vai de 1 a 7, sendo que 1 representa maior número de irregularidades na gestão do lixo encontradas e 7 o menor número de problemas. Isso significa que todos os municípios ainda apresentam falhas que precisam ser corrigidas.
Apucarana, que não mostrou evolução no diagnóstico, mantinha o índice 7 em 2021 e segue com 7 em 2023, por exemplo. Lunardelli, que melhorou seus resultados, passou de 4 para 7 e Rio Branco do Ivaí de 1 para 6. (Veja os demais municípios na tabela).
No levantamento feito em 2021, seis municípios ainda contavam com lixões a céu aberto (Bom Sucesso, Cruzmaltina, Faxinal, Kaloré, Marilândia do Sul e Marumbi). Desses, quatro (Cruzmaltina, Bom Sucesso, Faxinal e Marumbi) ainda apresentam esse tipo de destinação, que não é recomendada e precisa ser substituída por aterros sanitários ou pelo menos áreas de transbordo.
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