Projeto Rondon aproxima universidades e comunidade em Jardim Alegre
Ação reúne universitários de Mato Grosso e São Paulo em atividades comunitárias
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Acadêmicos e professores da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), campus de Nova Mutum (MT), e do Instituto de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (IAU-USP), campus São Carlos, realizam ações em Jardim Alegre no Vale do Ivaí, por meio do Projeto Rondon. As atividades começaram na segunda-feira (26) e seguem até o dia 4 de fevereiro, com oficinas, palestras e atividades práticas junto à comunidade.
A iniciativa integra a Operação Pé Vermelho, que ocorre simultaneamente em 12 municípios paranaenses e tem como foco ações de cidadania, educação e desenvolvimento sustentável. Em Jardim Alegre, os trabalhos envolvem diferentes áreas do conhecimento, com atividades voltadas à população local, escolas e espaços comunitários. (fotos abaixo)
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Segundo a professora Sumaya Guedes, da Unemat, que participa pela sexta vez do Projeto Rondon, o trabalho desenvolvido tem caráter voluntário e proporciona uma troca direta de conhecimentos entre universidade e comunidade.
“Participar do Projeto Rondon é uma lição de vida e cidadania. Cada rondonista deixa um pouco de si no município, mas leva muito da cidade. É uma troca que transforma estudantes, professores e a comunidade”, afirmou.
De acordo com a professora, as atividades são organizadas em dois grupos de atuação. O Conjunto A trabalha nas áreas de educação, saúde, direitos humanos, justiça e cultura. Já o Conjunto B desenvolve ações ligadas à tecnologia, comunicação, trabalho e meio ambiente. Em Jardim Alegre, o Conjunto A é formado por integrantes da Unemat, enquanto o Conjunto B reúne acadêmicos e professores do IAU-USP.
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Cada universidade participa da operação com oito estudantes e dois professores. Conforme explicou Sumaya, o projeto é realizado durante o período de férias acadêmicas, justamente para não comprometer o calendário das instituições de ensino envolvidas.
“Os estudantes abrem mão das férias para estar aqui servindo a comunidade. Não há remuneração financeira. O que recebemos é alojamento e alimentação. Todo o trabalho é voluntário”, destacou.
Entre os participantes está a acadêmica de Arquitetura e Urbanismo do IAU-USP, Milene Zacarelli, que participa pela primeira vez do Projeto Rondon. Atualmente no sétimo período do curso, ela ressalta o impacto da vivência em uma cidade do interior paranaense.
“A gente está num contexto de cidade do interior, onde a vida é vivida de forma mais intensa. Diferente das cidades maiores, aqui tudo é mais pacato e vivido com mais calma. Está sendo muito gratificante”, afirmou.
Segundo Milene, a experiência também contribui de forma significativa para a formação acadêmica, especialmente no olhar sobre o patrimônio histórico e a arquitetura local.
“Aqui há muitos registros históricos de casinhas de madeira, que marcam a construção da cidade e do próprio Paraná. Elas representam o passado e a tradição da população. É algo muito bonito e que a gente quer preservar de alguma forma”, explicou.
A logística da Operação Pé Vermelho envolve diferentes esferas do poder público. O transporte aéreo dos participantes é custeado pelo Ministério da Defesa, quando necessário. O governo do estado é responsável pelo deslocamento regional, enquanto os municípios oferecem alojamento, alimentação e apoio local. Já as universidades ficam encarregadas dos materiais utilizados nas oficinas e atividades.
A Operação Pé Vermelho segue até o início de fevereiro. O encerramento oficial no estado está previsto para o dia 6, com retorno das equipes aos seus municípios de origem no dia seguinte.
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