Prefeitos da região discutem alternativa ao pedágio em Mauá da Serra
A reunião realizada nesta sexta-feira (13) debateu os impactos do pedágio para o município
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A instalação e a cobrança de nova praça de pedágio dentro do perímetro urbano de Mauá da Serra foram o tema central da reunião da Associação dos Municípios do Vale do Ivaí (Amuvi), realizada nesta sexta-feira (13). O encontro realizado em Mauá reuniu prefeitos da região para discutir o impacto financeiro da tarifa sobre a população local e buscar soluções jurídicas e de infraestrutura para mitigar o problema. O encontro contou com participação do diretor-presidente do Detran, Santin Roveda e do secretário de Estado do Trabalho, Paulo do Carmo.
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Segundo o prefeito de Mauá da Serra, Giva, a localização das praças – além da praça localizada na BR-376, entre a sede do município e o bairro Serra do Cadeado, há outra unidade em Tamarana, na PR-455, distante cerca de 10 km - afeta não apenas os munícipes, mas também o fluxo de trabalhadores e o acesso a serviços de saúde de todo o Vale do Ivaí, impactando cidades vizinhas como Marilândia, Faxinal e Rosário do Ivaí. O prefeito afirmou no encontro que propôs à concessionária a isenção total para cerca de 130 famílias que vivem além do trevo e um desconto significativo para os demais residentes.
Giva rechaçou a contraproposta de que a prefeitura assumisse os custos da tarifa dos moradores locais. "A isenção que eles pregam não é isenção, é o município pagar pelo pedágio. Isso não é isenção", criticou Giva, reforçando que a cobrança pune os motoristas em deslocamentos curtos. "Se você passar na de Tamarana e voltar, você vai pagar a volta também, você vai pagar as duas", explicou. O prefeito evitou o assunto em entrevista, mas comentou durante a reunião que está projetando abrir uma estrada alternativa entre a PR-272, em Faxinal, e Mauá da Serra para servir de alternativa para os moradores afetados pela nova praça.
Presente na reunião, o representante do Governo do Estado, Santin Roveda, reconheceu a dificuldade de alterar contratos de concessão geridos em âmbito federal. "Eu sou realista. É uma questão que tem que ser juridicamente muito forte, muito bem pavimentada esse caminho com a ANTT junto com a empresa", pontuou.
Roveda destacou que o Estado endossa medidas estruturais paliativas lideradas pela prefeitura. "Eu apoio que é fazer um plano B, uma alternativa para que as pessoas que fazem parte da região aqui possam realmente não pagar o pedágio", afirmou, referindo-se a possíveis rotas de desvio locais. Ele aproveitou para lembrar os prefeitos de outras reduções de impostos já implementadas pelo Estado, como a isenção de pedágio para motocicletas e a redução da alíquota do IPVA de 3,5% para 1,9%.
O presidente da Amuvi e prefeito de Rio Branco do Ivaí, Taborda, enfatizou que a união dos gestores municipais é fundamental. “A situação do pedágio entre Mauá da Serra aqui está dividindo o interior do município e a sede", afirmou, acrescentando que a Amuvi continuará apoiando os interesses da região.
O secretário de Estado do Trabalho e deputado licenciado Paulo Do Carmo destacou a postura da Assembleia Legislativo no apoio aos municípios. “Não fomos consultados a respeito desse contrato e estamos absorvendo a demanda das pessoas, das prefeituras”, comenta.
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