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Prefeito de Mauá da Serra propõe rota alternativa para desviar de pedágio

Gestor municipal entregou abaixo-assinado contra o sistema eletrônico e questionou a legalidade do modelo

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O prefeito de Mauá da Serra, Givanildo Lopes União, anunciou que poderá viabilizar uma rota alternativa ligando o município a Faxinal pela PR-272 para desviar da cobrança do novo pedágio eletrônico. A declaração foi feita durante audiência pública na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), na noite de segunda-feira (2), onde o gestor criticou duramente o sistema de pórticos (free flow) instalado pela concessionária Motiva Paraná.

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Giva afirmou que não aceitará o prejuízo aos moradores: “Se não pode na rodovia pedagiada, vamos abrir na que não é. A 272 não é pedagiada”, declarou o prefeito ao pedir apoio dos deputados para pavimentar o trecho alternativo.

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Durante seu discurso, Giva relatou ter protocolado um abaixo-assinado da população local e questionou a justiça do modelo de descontos progressivos para quem ganha baixos salários. “O trabalhador que ganha R$ 50 ou R$ 70 por dia vai pagar cerca de R$ 20 para ir e voltar. É justo?”, questionou o prefeito. Para o gestor, o sistema atual pune o cidadão que utiliza a via diariamente para tarefas básicas, retirando recursos que deveriam circular na economia local ou ser investidos em serviços públicos. “O que está sendo atacado é o direito de ir e vir”, reforçou.

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A mobilização de Mauá da Serra encontrou respaldo entre os parlamentares presentes, que questionam se o modelo adotado no Paraná respeita a Lei nº 14.157/2021. Deputados como Luiz Claudio Romanelli e Fábio Oliveira argumentaram que a simples troca de praças físicas por sensores eletrônicos, sem a implementação da cobrança proporcional por quilômetro rodado, é ilegal.

Em contrapartida, representantes das concessionárias e da ANTT alegaram que a localização dos pórticos segue normas técnicas de segurança e prevenção de rotas de fuga. O diretor-presidente da EPR-Litoral e Iguaçu, Marcos de Oliveira Moreira, destacou que o sistema oferece descontos que podem chegar a 93% na 30ª passagem do mês. No entanto, o prefeito de Mauá da Serra sustenta que um deslocamento de poucos quilômetros no ponto de cobrança resolveria o problema da comunidade sem a necessidade de medidas extremas.

O impasse deve seguir para novas rodadas de negociação nas próximas semanas. O prefeito reiterou que a abertura da via alternativa pela PR-272 é uma estratégia real para proteger o orçamento das famílias de Mauá da Serra caso a concessionária não altere o local de cobrança ou apresente uma tarifa diferenciada para os moradores.

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							Prefeito de Mauá da Serra propõe rota alternativa para desviar de pedágio
AutorO prefeito se manifestou durante audiência na Alep - Foto: Reprodução Alep


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