Prefeito de Mauá da Serra é processado por organizar manifesto contra instalação de pedágio
Protesto, que seria realizado nesta quarta-feira (18), na BR-376, teve local alterado após ação judicial
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O prefeito de Mauá da Serra (PR), Givanildo Lopes (União), informou através de suas redes sociais que está sendo processado pela concessionária CCR PRVias, que opera a BR-376. Segundo o gestor, que também foi denunciado à Polícia Federal (PF), a ação judicial ocorre em função da organização de um manifesto contra a instalação de uma praça de pedágio no município. A manifestação, que seria realizada nesta quarta-feira (18), na rodovia, acontecerá na praça central.
- LEIA MAIS: Mauá da Serra se mobiliza contra pedágio que "divide a cidade ao meio"
Lopes apresentou documentos que, segundo ele, comprovam a abertura do processo e a imposição de uma multa de R$ 5 mil por hora. Segundo Giva, o autor da denúncia alega que a manifestação teria a intenção de interditar a rodovia e depredar o patrimônio da concessionária.
Ele negou as intenções de vandalismo citadas no processo. “A concessionária me processou daquela situação ali do ato, mesmo sendo pacífico. Foi feita uma denúncia anônima que a gente iria depredar tudo, interditar rodovia, coisa que da minha parte nunca falei isso e não deixaria acontecer”, acrescentou.
Devido ao processo e à multa estipulada, o prefeito decidiu transferir o ato para a praça central da cidade, onde pretende coletar assinaturas da população para entregar à Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) e à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
“A gente vai fazer uma ata e coletar as assinaturas de todo mundo que puder passar por ali e deixar sua assinatura pra gente levar pra Assembleia Legislativa”, explicou.
O prefeito reiterou que o projeto do pedágio foi aprovado no ano de 2021, antes do início de seu mandato, e que a mobilização visa registrar a insatisfação do município com a cobrança. "Não fui eu que trouxe o pedágio para Mauá. Isso foi aprovado quando eu ainda não era prefeito. E, infelizmente estamos tentando achar um jeito de resolver", disse.
O TNOnline pediu um posicionamento da CCR PRVias e aguarda resposta.
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