Leia a última edição
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Vale do Ivaí

publicidade
LEVANTAMENTO

Pedidos de demissão atingem 43% do total de desligamentos na região

Mais de 26 mil trabalhadores pediram para sair de seus empregos conforme dados do Caged

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Pedidos de demissão atingem 43% do total de desligamentos na região
Autor Apucarana contabilizou 7,9 mil pedidos de dispensa - Foto: © Arquivo/Marcelo Camargo/Agência Brasil

Mais de 26 mil trabalhadores pediram para sair de seus empregos no ano passado na região de Apucarana, norte do Paraná. O número, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), corresponde a 43% do total de 61.069 desligamentos registrados no acumulado de 2025 em 28 municípios.

- LEIA MAIS: População de rua cresce em Apucarana e motiva levantamento e projetos de lei

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Em Arapongas, quase metade das rescisões ocorreu a pedido dos trabalhadores, com mais de 10,7 mil demissões voluntárias (44% do total). Apucarana contabilizou 7,9 mil pedidos de dispensa, o que representa 42% das 19 mil demissões na cidade. Já em Ivaiporã, o volume chegou a 1,3 mil (veja no infográfico).

Nos municípios de menor porte, o índice de pedidos de demissão variou entre 12 e 1,2 mil. Ariranha do Ivaí registrou o maior percentual proporcional, com 61% das saídas por iniciativa do trabalhador, enquanto Arapuã teve o menor, com 27%.

O economista e professor da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), Rogério Ribeiro, acredita que os principais fatores que motivam as demissões voluntárias estão relacionados a busca por melhor remuneração, desânimo ou mudança de cidade. “Pode ser também uma combinação, onde o trabalhador se demite para trocar de emprego com vencimento maior em outra cidade, o que pode caracterizar um efeito pendular”, explica.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo o especialista, a expectativa é que o volume de saídas voluntárias force um aumento real nos salários regionais para reter talentos. “Nos municípios onde não há valorização da mão de obra, a tendência é o desalento ou a migração para outros setores. Isso é prejudicial para as empresas, que podem sofrer um ‘apagão’ de profissionais”, alerta Ribeiro.

Contudo, no decorrer do ano, o economista prevê que pode ocorrer uma desaceleração dos pedidos de demissão motivado pelo baixo volume de contratações. “A conjuntura econômica indica baixo crescimento. Com isso, é possível que as contratações reduzam, inibindo as demissões voluntárias. Se esse cenário se consolidar, o trabalhador perde poder de barganha por salários melhores”, conclui.

O movimento observado no Vale do Ivaí acompanha a tendência nacional. Em todo o país, cerca de 9 milhões de pessoas pediram demissão em 2025, o maior patamar da série histórica. Conforme especialistas, o aumento foi motivado pelo pleno emprego que acelerou a certo”, destaca.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Transição de carreira e mudança de cidade

Entre os trabalhadores que optaram por encerrar um ciclo está a assistente comercial Érika de Fátima Freitas Nobre, de 44 anos. Após três anos atuando em uma empresa de Apucarana, ela decidiu pedir demissão motivada por uma mudança de cidade e pelo desejo de ingressar em uma nova área profissional.

Mesmo diante do receio natural, Érika priorizou o crescimento pessoal. “Senti medo e insegurança de sair de um emprego onde já estava há três anos, mas acreditar que vai dar certo e procurar estar sempre atualizando o conhecimento é muito importante”, afirma.

Recentemente formada como técnica em enfermagem, ela agora busca oportunidades no setor da saúde. “Quando se tem o apoio da família, tudo fica leve. Mesmo com as adversidades que aparecem, precisamos seguir e nunca desistir do que acreditamos. Todo conhecimento serve para o nosso próprio crescimento, tanto pessoal quanto profissional. Não importa se será usado na mesma área em que se trabalhou ultimamente, o importante é começar e acreditar que vai dar certo”, destaca.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Vale do Ivaí

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline