Leia a última edição
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Vale do Ivaí

publicidade
INVESTIGAÇÃO

Número de crimes sexuais aumenta 36% no Vale do Ivaí

A delegada da Mulher de Apucarana, Luana Lopes, afirma que a maioria dos casos denunciados nos municípios da região é de estupro de vulnerável

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Número de crimes sexuais aumenta 36% no Vale do Ivaí
Autor Foram 189 ocorrências registradas de janeiro a setembro de 2021 contra 257 de janeiro a setembro de 2022 - Foto: Reprodução

Os casos de crimes contra a dignidade sexual aumentaram 36% na 18ª Área Integrada de Segurança Pública (AISP), de Apucarana, que engloba 26 municípios do Vale do Ivaí. Foram 189 ocorrências registradas de janeiro a setembro de 2021 contra 257 de janeiro a setembro de 2022, segundo os dados mais recentes divulgados pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-PR).

Os crimes contra a dignidade sexual envolvem desde estupro, estupro de vulnerável, assédio sexual, importunação sexual, corrupção de menores até favorecimento à prostituição, entre outras ocorrências do gênero.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

A delegada da Mulher de Apucarana, Luana Lopes, afirma que a maioria dos casos denunciados nos municípios da região é de estupro de vulnerável. Esse crime sexual é caracterizado pela conjunção carnal ou qualquer ato libidinoso com menores de 14 anos, com ou sem consentimento.

Segundo ela, o aumento desses registros em 2022 pode ter relação com a volta às aulas no ano passado após o fim das restrições de circulação por conta da pandemia de covid-19. “Muitas crianças e adolescentes tiveram que ficar durante a pandemia com os seus agressores em casa e, com o retorno às aulas, puderam denunciar os abusos aos professores nas escolas”, explica.

A delegada afirma também que a criação de novos tipos penais também pode ser a causa desse aumento de ocorrências. É o caso da importunação sexual, que foi tipificada em lei e passou a prever pena de prisão de até cinco anos para quem cometer ato libidinoso contra alguém sem a sua anuência.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nas últimas semanas, o caso envolvendo jogador Daniel Alves, acusado de estupro em uma boate na Espanha, chamou atenção para a violência praticada contra as mulheres. A delegada apucaranense destaca a importância de denunciar os agressores para que os casos possam ser investigados, os autores punidos e ainda ser possibilitado o direcionamento das vítimas para os órgãos de proteção.

AUMENTO DE CASOS

O Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria) é a unidade da Polícia Civil (PCPR) responsável por investigar crimes de violência contra crianças e adolescentes. Em 2022, a delegacia instaurou 1.828 inquéritos referentes a crimes praticados contra o público infanto-juvenil em todo o Paraná – um inquérito pode envolver uma ou mais pessoas.

No período, os crimes mais frequentes foram estupro de vulnerável, lesão corporal e importunação sexual. Além disso, também houve registros de maus tratos, crimes sexuais e fornecimento de produtos que causem dependência química.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A delegacia, que existe desde 2014, apura crimes de lesão corporal grave, gravíssima ou qualificada pela violência doméstica, como estupros, situações de pedofilia, tortura e outros crimes.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Vale do Ivaí

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline