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Moradores e autoridades de Mauá da Serra protestam contra novo pedágio na BR-376

Manifestação pacífica busca apoio de deputados; famílias da Serra do Cadeado precisam pagar tarifa para acessar saúde e farmácias

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Autoridades e moradores de Mauá da Serra realizaram, nesta quarta-feira (18), uma manifestação pacífica na praça central da cidade contra a instalação da praça de pedágio na BR-376. O ato, inicialmente previsto para a rodovia, mudou de local após a concessionária CCR PRVias acionar a Justiça e a Polícia Federal contra o prefeito Givanildo Lopes (União), alegando risco de vandalismo e interdição da pista.

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LEIA MAIS: Prefeito de Mauá da Serra é alvo de ação judicial por organizar manifesto contra pedágio

O prefeito negou as acusações e criticou a pressão judicial. "Até um processo judicial foi movido contra a minha pessoa. A gente trata isso assim com estranheza. Foi feita uma denúncia anônima que a gente iria depredar tudo, interditar rodovia, coisa que da minha parte nunca falei isso e não deixaria acontecer", desabafou Giva. Devido a uma liminar que previa multa de R$ 5 mil por hora, o grupo concentrou o protesto no centro para coletar assinaturas.


							Moradores e autoridades de Mauá da Serra protestam contra novo pedágio na BR-376
AutorMoradores se concentraram na praça central da cidade para manifestar contra o pedágio - Foto: Lis Kato/ TNOnline

Impacto no cotidiano

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O ponto central da manifestação é o fato de a praça de cobrança isolar bairros como a Serra do Cadeado. Segundo o prefeito, a estrutura compromete o direito básico de ir e vir. "A população de Mauá da Serra não pode pagar para ir no mercado, para ir no posto de saúde, para ir na farmácia. [...] O pedágio corta exatamente a cidade ao meio", afirmou.

Sobre a busca por uma saída política para o impasse, o gestor reforçou que o foco é proteger os moradores mais vulneráveis. "Nós entendemos que a rodovia precisa de obras, mas que essas obras não aconteçam em detrimento daqueles que são mais humildes, daqueles que mais precisam. A gente não está aqui procurando culpado, mas a gente está aqui para procurar uma solução que possa ajudar a população nessa situação", pontuou o prefeito.

Legislativo e busca por isenção

O presidente da Câmara, Luciano Roberto Pinto (PP), destacou que a situação trava o desenvolvimento local. "Da forma que a CCR quer, não vai funcionar para o município. Prejudica a nós, travou a cidade. Tem muita gente que trabalha lá, quebra o município, até para eles virem no posto de saúde fica inviável", disse o vereador, ressaltando que a solução definitiva depende de esferas superiores: "Eu acho que depende muito dos deputados federais e estaduais nossos".

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A prefeitura estuda a viabilidade de isentar os veículos com placas da cidade, mas prega cautela. "Se a gente fizer alguma coisa que amanhã ou depois vai faltar dinheiro para medicamento, vai faltar dinheiro pra educação, então esse tipo de coisa a gente não vai fazer. Não pode só impor", explicou o prefeito.

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Reação da Comunidade

Para o agrônomo e morador Jacks Trombini, o pedágio é abusivo. "É mais um tributo injusto. É mais governo e menos povo. Eu acho um absurdo a maneira que eles estão burocratizando até o pedágio", afirmou. Ele ainda mandou um recado para o ano eleitoral: "É a única maneira de darmos um recado para os políticos que vão vir pedir nossos votos aqui. A gente vai ver quem que vota contra o povo e quem vota a favor".

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Uma comitiva de lideranças de Mauá da Serra deve ir a Curitiba na próxima semana para apresentar o abaixo-assinado aos deputados estaduais e tentar uma mediação junto ao Governo do Estado e à ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).

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