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Exportações da região para a União Europeia saltam 116% no 1º bimestre

Vendas externas para a Europa ainda são minoria na balança comercial local, mas expectativa é de crescimento com ratificação de tratado comercial

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Exportações da região para a União Europeia saltam 116% no 1º bimestre
Autor Soja está entre produtos exportados pela região para a União Europeia - Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

As exportações feitas por municípios da região de Apucarana (PR) para países da União Europeia (UE) cresceram 116% no primeiro bimestre deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado. A alta ocorre antes mesmo do acordo de livre comércio entre o bloco da UE e o Mercosul entrar em vigor. O decreto que ratifica o tratado comercial no Brasil foi assinado na última terça-feira (17) pelo Congresso Nacional e agora aguarda a ratificação dos outros países envolvidos. A expectativa é que o acordo amplie as vendas externas para a Europa, que ainda são minoria na balança comercial local.

- LEIA MAIS: Congresso promulga decreto legislativo do acordo entre Mercosul e União Europeia

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Dados do Comex Stat, plataforma do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), apontam que entre janeiro e fevereiro do ano passado as vendas de municípios da região no mercado internacional somaram US$ 1,4 milhão, valor que subiu para US$ 3,2 milhões no mesmo período deste ano.

Entre as cidades que exportaram para o bloco da UE no primeiro bimestre deste ano, está Apucarana, que comercializou matérias-primas químicas, couros e chapéus para Holanda, Itália e Portugal, totalizando US$ 1,4 milhão. Arapongas vendeu soja, móveis, espelhos e eletroímãs para Espanha, Bélgica, França e também para a Guiana Francesa, Mayotte e Ilha da Reunião, que são Regiões Ultraperiféricas (RUP) da França, somando US$ 1,2 milhão. Já São Pedro do Ivaí exportou ração animal para Bélgica e Irlanda.

No mesmo período do ano passado, os municípios que tiveram relações comerciais com integrantes da União Europeia foram Apucarana, Arapongas e Jardim Alegre.

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Para o economista e professor da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), Leonardo Silva, o aumento no valor de exportação para a UE trata-se de uma coincidência, já que o acordo ainda não está vigente. “Pode ser uma antecipação, mas também pode ser apenas coincidência. Agora, é evidente que o acordo, estando praticamente finalizado, já faz com que os agentes possam se antecipar ao movimento, para conhecer novos possíveis fornecedores. Mas ainda é cedo para falar sobre um efeito real”, analisa.

Contudo, a expectativa é que o acordo tenha impacto positivo nas exportações da região. “Com certeza cria expectativas porque torna o ambiente de negócios mais previsível entre os países dos dois blocos econômicos. Com a redução de tarifas, os produtos mais competitivos da região, sejam agropecuários ou industriais, vão ter mais uma opção de comércio para a venda de seus produtos domésticos”, comenta.

Mercosul é o principal destino das mercadorias da região

Ao todo, nove municípios da região registraram atividades no comércio exterior no primeiro bimestre deste ano, somando US$ 24,6 milhões em exportações para mais de 40 países diferentes. O principal destino das mercadorias da região são países vizinhos do Brasil, como Chile, Paraguai, Peru, Uruguai, entre outros. O valor é 2,5% maior que o do mesmo período do ano passado, quando as exportações feitas por oito municípios totalizaram US$ 24 milhões.

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No ranking das exportações, o município que atingiu o maior valor foi Arapongas (US$ 12 milhões), puxado pela indústria moveleira, responsável por cerca de 70% das vendas. Na sequência aparecem São Pedro do Ivaí (US$ 5,4 milhões), Apucarana (US$ 4,1 milhões) e Jardim Alegre (US$ 1,6 milhão).

Próximos passos para acordo comercial

O decreto legislativo promulgado na última terça atesta a conclusão do processo no Legislativo brasileiro. Depois, um outro decreto presidencial irá concluir a internalização do acordo no Brasil, procedendo-se à notificação à Comissão Europeia.

Do outro lado do oceano, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, sinalizou disposição em aplicar provisoriamente o acordo comercial com o Mercosul. A ideia é que ainda neste mês de março sejam formalizadas as notificações da conclusão dos procedimentos pelos países do Mercosul à Comissão Europeia. A partir daí, a comissão notificará membros do bloco sul-americano da vigência provisória.

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Segundo estimativas do MDIC, o acordo Mercosul-UE terá um efeito positivo de 0,34% (R$ 37 bilhões) sobre o PIB brasileiro, com aumento de 0,76% no investimento (R$ 13,6 bilhões) e redução de 0,56% no nível de preços ao consumidor. Também é projetado um aumento de 0,42% nos salários reais, além de um impacto de 2,46% (R$ 42,1 bilhões) sobre as importações totais e de 2,65% (R$ 52,1 bilhões) sobre as exportações totais.

As empresas brasileiras que exportam hoje para a União Europeia respondem por 3 milhões de empregos no Brasil no ano. A corrente de comércio Brasil-União Europeia teve um recorde de US$ 100 bilhões no ano passado, com um ligeiro déficit para o Brasil, mas com um volume de comércio relevante.


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