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Exportações da região atingem US$ 68 milhões no 1º semestre

Dados dos cinco municípios com atividades no comércio exterior apontam, entretanto, uma queda de 20% em comparação com o mesmo período de 2021

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Exportações da região atingem US$ 68 milhões no 1º semestre
Autor Arapongas lidera o ranking regional; exportações do município foram puxadas sobretudo pela indústria moveleira - Foto: AEN/Aquivo

Os cinco municípios da região com atividades no comércio exterior somaram US$ 68 milhões com exportações registradas no primeiro semestre deste ano. Os dados do Comex Stat, do Ministério da Economia, mostram, contudo, uma queda de 20% em comparação ao valor registrado no mesmo período do ano anterior.

Líder regional em exportações, Arapongas acumula US$ 32,28 milhões com as vendas registradas entre janeiro a junho deste ano. A maior parte se deve ao comércio de móveis (79%). Mais de 20 países são parceiros de Arapongas, comprando produtos fabricados no município, sobretudo Chile, Peru, Índia e China. Contudo, no comparativo com o mesmo período do ano passado, as vendas registraram queda de 26%.

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Com US$ 16 milhões, São Pedro do Ivaí ocupa a segunda posição no ranking regional. O volume de exportações do município se deve, principalmente, a venda de composto para ração animal (56%) e de leveduras vivas ou mortas (42%). O município exportou para os Estados Unidos e países da Ásia, África, Europa e América Latina. Em relação ao ano passado, houve queda de 6,5%

Maior município da região, Apucarana alcançou US$ 14 milhões com a venda de tecidos (31%), farinhas de cereais (20%) e couros (13%) em mais de 20 países, sendo que os maiores compradores foram o Paraguai, República Democrática do Congo e Coreia do Sul. Em comparação com o mesmo período do ano passado, a queda foi de 30%.

Por fim Jandaia do Sul atingiu R$ 4,4 milhões, a maior parte (94%) se deve a venda de açúcares de cana ou de beterraba. O município é o único que registrou aumento nas exportações.

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QUEDA

Neste ano, as vendas no exterior recuaram 20% em comparação com o ano anterior. Para o economista Marcelo Vargas, professor do campus apucaranense da Universidade Estadual do Paraná, isso ocorre em função de um movimento de queda de consumo e demanda por conta do aumento dos preços dos produtos.

“Os países vizinhos estão entre os que mais compram. E estamos entrando em um movimento de queda de consumo e demanda, em função do aumento dos preços dos produtos, e esses países também estão sentindo bastante. Podemos justificar que esse aumento dos preços tem deixado a renda menor, reduzindo o poder de consumo, principalmente nos países de terceiro mundo”, observa.

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Devido a esse movimento, a tendência de queda deve continuar impactando as exportações, principalmente por conta do valor das commodities pressionadas pela guerra entre Rússia e Ucrânia

“Estados Unidos, um dos maiores consumidores do mundo, desenha uma recessão no mercado. Se eles estão diminuindo o consumo imagine os outros países. Não quero ser pessimista, mas precisamos sair dessa dependência que temos de petróleo e fertilizantes, e a Rússia devia acabar logo com essa guerra para o mundo poder se regularizar e colocar fim nesse desenho que está se projetando em mais queda nas exportações”, sentencia.

Por Cindy Santos

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