Desabastecimento de água provoca reclamações em Novo Itacolomi
Moradores da cidade enfrentam o desabastecimento e prefeitura cobra agilidade da Sanepar
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Moradores de Novo Itacolomi (PR) reclamam dos transtornos constantes causados pelas falhas no abastecimento de água, situação que já dura 30 anos e motivou uma série de cobranças da prefeitura junto à Sanepar. A companhia de saneamento informou que trabalha para antecipar a ativação de um novo poço artesiano para normalizar o fornecimento de água na cidade.
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Entre os moradores afetados está a turismóloga Luciane de Oliveira. Segundo ela, a quantidade de água fornecida não atende às necessidades diárias. “Há muito tempo estamos enfrentando o problema; a população aumentou e o abastecimento não acompanhou a demanda. Vemos com frequência o caminhão-pipa passando; já cheguei a contar seis em uma única tarde', relata.
A moradora também aponta impactos financeiros e na rotina doméstica. “Essa falta de água interfere nos afazeres domésticos e no trabalho. Precisamos economizar água para higiene pessoal e para cozinhar. Além disso, o valor da conta aumentou devido ao ar nos canos. Eu pagava entre R$ 100 e R$ 120 e, no mês passado, a fatura chegou a R$ 185”, explica.
Outra moradora da cidade, Nelma Leal, afirma que a água distribuída pelo caminhão-pipa causa mal-estar. “A água do caminhão não é adequada para o consumo, por isso busco água em um sítio três vezes por semana”, diz a doméstica, que chega a gastar R$ 200 mensais com combustível para esse transporte.
Uma comerciante local, que optou por não ser identificada, também relata prejuízos. “A água do caminhão-pipa tem cheiro forte e causa diarreia. Tenho netos e não podemos consumir”, afirma. Ela relata que gasta, em média, R$ 200 por mês com água mineral para beber, além de pagar uma fatura de R$ 240 pelo serviço de saneamento.
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Déficit hídrico
O vereador Anderson Chaves (PL) solicitou informações junto à Sanepar sobre o déficit hídrico no município. Segundo o parlamentar, a companhia informou que o poço artesiano atual produz 490 mil litros de água, enquanto o consumo da população atinge 610 mil litros diários. Para compensar a diferença de 120 mil litros, é necessário o transporte de água vinda de Jandaia do Sul. “Acho um descaso com nosso município, porque temos um poço muito bom que sustenta todo o município e que está desligado. Nossos reservatórios são pequenos e antigos, abertos; não há cerca nem cadeados, qualquer um tem acesso. Nosso sistema de abastecimento está muito abandonado”, lamenta o vereador, que encaminhou um ofício à Sanepar solicitando informações detalhadas sobre as medidas que estão sendo tomadas para regularizar o abastecimento. Em resposta, a companhia informou que está em andamento a elaboração de projetos para implantação de uma nova adutora, ampliação da reservação, melhorias no sistema de distribuição e adequações elétricas. O início das obras está planejado para 2027, contudo, em nota encaminhada à Tribuna, a Sanepar informou que trabalha para antecipar a obra.
Solução do problema é tratada como prioridade, afirma prefeito
O prefeito de Novo Itacolomi, João Pedro Magon (PSD), afirma que trata a resolução do problema de abastecimento como prioridade desde o início de sua gestão. “É um problema que já dura 30 anos. Eu moro aqui e sei disso. Nós nunca viramos as costas para essa situação e estamos aqui para cobrar”, destaca.
Magon afirma que foram realizadas diversas reuniões com a gerência regional da Sanepar, em Apucarana, e com a diretoria da companhia, em Curitiba, para cobrar a antecipação de investimentos. O prefeito ressalta que o cronograma inicial da Sanepar previa o funcionamento do novo poço apenas para 2029, mas que, após as negociações, a instalação deve ocorrer já no primeiro trimestre deste ano. “O sistema atual opera no limite, com uma bomba que funciona 19 oras por dia para fornecer 21 mil litros por hora. Esse poço será mantido e vão colocar mais 20 mil litros em funcionamento no novo poço, dobrando o fornecimento de água”, explica o prefeito.
Sobre as queixas quanto à qualidade e ao uso de caminhões-pipa, o prefeito pontua que a medida é necessária para evitar o desabastecimento total enquanto as obras não são concluídas. Ele afirma que a população estranha o sabor devido ao costume com a água mineral local, mas que a solução definitiva está próxima. Magon também anunciou a instalação de um gerador para evitar que as bombas parem de funcionar durante quedas de energia, problema recorrente na região. “Temos água de qualidade no município e não vamos aceitar que essa situação se prolongue”, conclui.
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