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Crise do oxigênio gera alerta e pode chegar à região

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Crise do oxigênio gera alerta  e pode chegar à região
Autor Foto: Pixabay\ ilustração

A pandemia do novo coronavírus fez o consumo por oxigênio disparar em todo estado. A demanda acelerada está gerando um alerta no Paraná. Ontem, o secretário de Saúde Beto Preto afirmou que o estado precisa de mil cilindros para abastecer a rede de saúde e fez um apelo a indústrias (ver box). Em Apucarana, no último ano, o custo do insumo triplicou e a prefeitura também está incentivando doações de cilindros.

De acordo com dados fornecidos pela Autarquia Municipal de Saúde (AMS), antes da pandemia, o custo do município com O2 era de cerca de R$ 30 mil por mês. Hoje, o custo é de até R$ 100 mil por mês. Além do uso geral para os serviços de saúde, a demanda por cilindros para pacientes que fazem tratamento em casa também aumentou. Hoje são cerca de 120 pacientes atendidos, 50% a mais do que no período anterior a pandemia.

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No Hospital da Providência, referência para tratamento da Covid-19 na região, o consumo aumentou 55% durante a pandemia. Antes, a média mensal de consumo de oxigênio era de 18 mil m³. Em janeiro deste ano foram consumidos 28 mil m³ de oxigênio. O tanque de oxigênio do hospital que era abastecido a cada 6 dias, hoje precisa ser abastecido a cada 2 dias. Demora para conseguir recargas e risco de quebra na produção nacional podem comprometer fornecimento.

De acordo com o vice-presidente da AMS, Emídio Bachiega, o município já foi notificado pelas empresas fornecedoras de oxigênio sobre a crise no setor. “Temos contrato com 3 empresas que fornecem oxigênio para o município e todas elas já encaminharam ofícios para a autarquia relatando o risco de colapso e que pode sim, faltar oxigênio para atender a demanda. Vivemos hoje o pior momento da pandemia. ”, disse.

Bachiega explica que o município já reforçou o estoque de cilindros, que neste momento, é o maior desafio para o setor de saúde. “Além do nosso estoque, adquirimos mais 60 cilindros para garantir local para acondicionar o oxigênio, o que hoje se tornou um problema. Antes da pandemia, um cilindro era cheio em até 24 horas. Hoje, pode demorar até 36 horas, e com a demanda atual, não temos tanto tempo. Por isso precisamos do maior número de cilindros disponíveis”, explicou.

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O empresário Armando Boscardin doou ontem 9 cilindros de oxigênio para rede pública de saúde municipal atender pacientes com sequelas da Covid e com outras doenças respiratórias em suas residências. A entrega dos equipamentos aconteceu apenas 10 dias depois de uma reunião que ele participou com outros empresários e com o prefeito Junior da Femac, quando apresentaram à disposição de ajudar neste momento de pandemia. Além da preocupação com a necessidade de aumentar as equipes de intensivistas e a possível falta de sedativos, o prefeito elencou o oxigênio com a preocupação central da saúde no município

PARANÁ TEM DEMANDA DE MIL CILINDROS, DIZ BETO PRETO

Na segunda-feira (22), o secretário estadual de Saúde Beto Preto disse que são necessários cerca de 1 mil cilindros de oxigênio para abastecer o sistema de saúde do Paraná. Conforme o secretário, não falta oxigênio nos hospitais, mas há unidades que precisam dos cilindros que armazenam o gás, principalmente nas unidades de pronto atendimento e hospitais de cidades menores do estado. Beto Preto também afirmou que o estado tem medicamentos para intubação de pacientes, mesmo que em alguns casos seja necessário usar protocolos mais antigos de tratamento, mas que a situação é preocupante.

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Com a liberação da Anvisa para que cilindros industriais sejam usados nos hospitais, o secretário fez um pedido às empresas que emprestem os cilindros enquanto a demanda por oxigênio estiver alta no sistema de saúde do estado. “A indústria paranaense, aqueles que se utilizam de cilindros e puderem ceder, é fundamental [que ajudem]. A gente pode fazer a limpeza e colocar esses cilindros para trabalhar também na área de gases medicinais. Por empréstimo”, afirmou

De acordo com Beto Preto, a Defesa Civil irá buscar os equipamentos cedidos e fará o encaminhamento às cidades que necessitam.

Beto Preto afirma também que não é possível abrir muitos leitos a mais e que é preciso interromper o ciclo do vírus. “Estamos num horizonte finito de abertura de novos espaços”, afirmou.

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