Acusados de assassinato de jovem em Faxinal são absolvidos; entenda
A dupla era acusada de homicídio duplamente qualificado, disparo de arma de fogo e porte ilegal de arma
Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline
A sexta-feira (26) em Faxinal, no Vale do Ivaí, foi marcada por um julgamento bastante esperado no município, onde os réus Clóvis Maia e Cristiano Gonçalves foram julgados pelo crime de assassinato, em janeiro de 2019, do jovem Leandro Silva Fernandes, que na época tinha 19 anos.
O júri foi presidido pela Juíza de Direito, Drª Maria Luíza Mourthé de Alvim Andrade e teve duração de 12 horas, vindo a finalizar às 21 horas. O advogado, Edneuds Batista, atuou na defesa dos réus, juntamente com a Dra. Ana Clara de Paula. Na acusação, o Dr. Lucas Franco de Paula, Promotor de Justiça.
A dupla era acusada de homicídio duplamente qualificado, disparo de arma de fogo e porte ilegal de arma. Contudo, os réus foram absolvidos com a tese da defesa, ou seja, negativa de autoria. De acordo com a defesa, o promotor já havia pedido a desqualificação do crime, visto que a vítima era amiga dos acusados.
O caso
Uma emboscada para assassinar um caseiro de uma fazenda terminou com a morte de um jovem de 19 anos e a prisão de quatro pessoas, em Faxinal. O crime de cunho passional foi elucidado após uma reviravolta na investigação que tratava, inicialmente, de uma tentativa de assalto.
Segundo o delegado Ricardo Mendes, Leandro Silva Fernandes, Clóvis Ferreira Maia, 34 anos e Cristiano Gonçalves, 22 anos foram até a propriedade com intuito de matar o caseiro Cícero Oliveira Pereira, 34 anos. A motivação seria um caso extraconjugal entre Pereira e a esposa de Maia, Franciele Garcia dos Santos. Ela ainda teria uma dívida com o amante que ultrapassa R$ 5 mil, motivo pelo qual tornou-se uma suspeita e também acabou presa.
"Eles iriam simular um roubo e matariam o caseiro. Os comparsas teriam pagamento, Maia teria a honra lavada e a mulher a dívida quitada. Mas deu tudo errado", comenta o delegado.
De acordo com o delegado, o caseiro também foi preso por posse e porte de arma e uso de munição proibida. Já a mulher foi liberada após alvará de soltura.
"No inquérito vou indiciar ela por participação no homicídio qualificado", afirma o delegado.
Últimas em Vale do Ivaí
Mais lidas no TNOnline
Últimas do TNOnline