Oscar 2026: 'O Agente Secreto' recebe 4 indicações e iguala recorde de 'Cidade de Deus'
Longa de Kleber Mendonça Filho disputa estatuetas de Melhor Filme e Melhor Ator; Brasil busca vitória consecutiva após triunfo de 2025
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O cinema brasileiro alcançou um novo marco histórico nesta quinta-feira (22). O filme "O Agente Secreto", dirigido por Kleber Mendonça Filho, recebeu quatro indicações ao Oscar 2026. Com o feito, a produção empata com o recorde de "Cidade de Deus" (2004) como o filme brasileiro com maior número de nomeações em uma única edição.
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Além da quantidade, o destaque vai para o peso das categorias. O longa conseguiu furar a bolha das produções estrangeiras e disputa o prêmio principal da noite.
Confira as categorias em que o filme concorre:
• Melhor Filme (Categoria principal)
• Melhor Filme Internacional
• Melhor Ator (Wagner Moura)
• Melhor Direção de Elenco
A 98ª cerimônia de entrega do Oscar está marcada para o dia 15 de março, em Los Angeles (EUA). A apresentação ficará novamente a cargo do comediante Conan O'Brien, que retorna ao comando após a edição de 2025.
A presença massiva de "O Agente Secreto" na premiação consolida um momento inédito para o Brasil em Hollywood. O país chega à festa com status de atual campeão, visto que, na edição anterior, "Ainda Estou Aqui" conquistou a estatueta de Melhor Filme Internacional — a primeira da história do país.
Agora, a expectativa recai não apenas sobre a defesa do título internacional, mas também sobre as chances de Wagner Moura e da própria produção na categoria de Melhor Filme, historicamente dominada por produções de língua inglesa.
Ambientado no Recife de 1977, "O Agente Secreto" é descrito pela crítica especializada como um thriller de atmosfera densa, misturando drama familiar e suspense pop.
A trama acompanha Marcelo (Wagner Moura), um professor que foge de ameaças em São Paulo e desembarca na capital pernambucana tentando reencontrar o filho. O roteiro utiliza a paisagem urbana e o carnaval da época para criar um cenário de vigilância e paranoia, típicos do medo da ditadura militar, funcionando como um jogo de "gato e rato".
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