Leia a última edição
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Revista UAU!

publicidade
JUSTIÇA

Mulher que passeou com amiga presa à coleira perde processo para Band

As jovens pediram uma indenização de quase R$ 50 mil, pois, segundo elas, a emissora tratou o episódio com "escárnio, desprezo e nojo"

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Mulher que passeou com amiga presa à coleira perde processo para Band
Autor As jovens perderam o processo, mas podem recorrer da decisão - Foto: Reprodução

Duas garotas entraram na Justiça de São Paulo contra a emissora Band depois de se sentirem ofendidas. Elas alegaram que foram alvo de chacota no programa "Melhor da Tarde com Catia Fonseca" e, por conta disso, pediram uma indenização de R$ 48,4 mil, porém, perderam o processo.

O caso aconteceu em julho de 2021, quando as jovens, então com 22 e 23 anos, foram filmadas em um shopping center praticando o "pet play", onde uma pessoa imita o comportamento de um animal, enquanto a outra age como se fosse o seu tutor ou treinador.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Pessoas que estavam no local registraram o episódio, que repercutiu nas redes sociais. Então, um vídeo foi exibido pelo programa.

Nas imagens, uma das jovens utilizava adereços, como orelhas e um rabo de pelúcia de cachorro, e passeava com os joelhos e as palmas das mãos no chão, sendo levada pela amiga em uma coleira.

"O pet play ou pet regression é uma forma de carinho que acontece ao se entregar nas mãos de seu parceiro, denominado, nesse momento, tutor, e esquecer as responsabilidades e pressões da vida adulta", afirmou à Justiça advogada Naomi Maratea, que as representa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No processo, as jovens reclamaram que os apresentadores do programa, ao exibir as imagens, trataram o episódio com "escárnio, desprezo e nojo".

"Claramente o objetivo era influenciar o público ao escárnio, criando a impressão de que a imagem era absurda", declarou a advogada. "A exposição não autorizada fez com que as requerentes [as jovens], que nunca desejaram esse tipo de exposição tão grande, se sentissem ofendidas, atacadas e humilhadas."

De acordo com a advogada, a apresentadora Catia Fonseca "incitou o ódio contra as garotas". Além da indenização, as jovens queriam a exclusão do vídeo das redes sociais e site da emissora e um pedido público de retratação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na defesa apresentada à Justiça, a Band afirmou que o programa apenas divulgou um fato que ocorreu em local público, sem exibir o rosto e o nome das jovens.

"Trata-se de assunto relevante e controvertido, relacionado às formas menos comuns de expressão fetichista, o que obviamente chama a atenção dos expectadores e, portanto, é de interesse público", disse à Justiça o advogado André Marsiglia de Oliveira Santos, que representa a emissora.

"Os comentários e críticas efetuados pela apresentadora Cátia Fonseca estão inseridos no contexto da reportagem divulgada e consistiram em reação natural e legítima acerca dos fatos noticiados, encontrando-se, portanto, situados dentro dos limites das garantias constitucionais da liberdade de manifestação e de imprensa."

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A juíza Ana Carolina Mascarenhas concordou com a argumentação da Band declarando na sentença que, quem opta por praticar atividades como o pet play em espaços públicos, "se submete voluntariamente à possibilidade de ser alvo de críticas da sociedade".

As jovens ainda podem recorrer da decisão.

Fonte: UOL.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Revista UAU!

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline