Morre Brigitte Bardot, ícone do cinema e ativista, aos 91 anos
Musa de "E Deus Criou a Mulher" transformou a cultura do século 20 e dedicou as últimas décadas à fundação de proteção aos animais
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A atriz francesa Brigitte Bardot, uma das figuras mais emblemáticas da cultura mundial no século 20, morreu aos 91 anos. A informação foi confirmada pela fundação que leva seu nome, dedicada à proteção animal. A causa da morte não foi detalhada até o momento.
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Nascida em Paris, Bardot tornou-se um fenômeno global entre as décadas de 1950 e 1960. Mais do que uma estrela de cinema, ela foi um símbolo de ruptura comportamental no pós-guerra, personificando a liberdade feminina e a sensualidade. Sua influência extrapolou as telas, ditando tendências na moda e nos costumes de toda uma geração.
Sua projeção internacional explodiu em 1956 com o filme "E Deus Criou a Mulher", dirigido por Roger Vadim. Ao longo da carreira, Bardot atuou em mais de 40 produções, trabalhando com grandes diretores europeus. No entanto, em 1973, ainda no auge da fama e aos 39 anos, surpreendeu a indústria ao anunciar sua aposentadoria definitiva dos sets de filmagem.
Ativismo e Reclusão A segunda metade da vida de Bardot foi marcada pela militância. Em 1986, criou a Fundação Brigitte Bardot, que se consolidou como uma das principais organizações globais no combate aos maus-tratos, à caça ilegal e à exploração animal.
Nos últimos anos, a ex-atriz vivia de forma reclusa em Saint-Tropez, no sul da França — balneário que sua presença ajudou a tornar mundialmente famoso. Sua trajetória deixa um legado duplo: a revolução estética no cinema e o pioneirismo no ativismo ambiental.
Trajetória de Brigitte Bardot
1934: Nasce em 28 de setembro, em Paris (França).
1956: Alcança o estrelato mundial com "E Deus Criou a Mulher".
Anos 60: Consolida-se como ícone cultural e símbolo da juventude europeia.
1973: Abandona o cinema aos 39 anos para mudar de vida.
1986: Cria a Fundação Brigitte Bardot, focada nos direitos dos animais.
1990–2010: Lidera campanhas globais contra a caça de focas e maus-tratos.
2025: Morre aos 91 anos, na França.
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