Mamonas Assassinas: veja as fotos da jaqueta e da pelúcia encontradas na exumação
Além da jaqueta encontrada preservada, outro objeto chamou a atenção; um bicho de pelúcia sobre o caixão do guitarrista
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Além da jaqueta encontrada preservada sobre o caixão de Dinho, durante a exumação dos corpos dos integrantes dos Mamonas Assassinas, outro objeto chamou a atenção das famílias. Sobre o caixão do guitarrista Alberto Hinoto, conhecido como Bento, foi localizado um bicho de pelúcia em bom estado de conservação.
A cunhada do músico afirmou não saber quem colocou o objeto, mas acredita que o item tenha sido entregue por um fã à mãe de Bento como forma de homenagem e, posteriormente, depositado no caixão. A pelúcia deverá ser incorporada ao memorial dedicado à banda no Cemitério Primaveras, em Guarulhos, na Grande São Paulo.
“Durante a exumação, vimos que o ursinho estava posicionado bem sobre a urna, praticamente intacto. Estava sujo de terra, como era esperado, mas muito bem preservado. A ideia agora é deixá-lo exposto no memorial”, afirmou Claudia Hinoto, esposa de Maurício Hinoto, irmão de Bento.
Os músicos Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Júlio Rasec e Sérgio Reoli morreram em 2 de março de 1996, após um acidente aéreo na Serra da Cantareira, na Zona Norte da capital paulista.
Trinta anos após a tragédia, as famílias autorizaram a exumação dos corpos para que parte das cinzas seja utilizada no plantio de árvores no Jardim BioParque Memorial. O procedimento foi realizado na última segunda-feira (23).
A homenagem tem forte valor simbólico para os parentes. “A família do Bento ficou muito feliz, porque a árvore representa a vida. Não existe homenagem mais bonita do que colocar a essência do Alberto ali. Ao tocar a árvore, é como se fosse possível sentir a presença dele, já que se trata de uma matéria viva”, destacou a cunhada.
Durante o mesmo processo, também foi encontrada intacta uma jaqueta utilizada pela equipe da banda sobre o caixão de Dinho. Segundo o CEO da marca Mamonas, Jorge Santana, a jaqueta foi colocada sobre o caixão no dia do sepultamento e é do mesmo modelo da registrada no local do acidente, embora em outra cor.
O bom estado de conservação do item gerou especulações nas redes sociais, mas especialistas explicam que o material da peça contribuiu para isso. Produzida em nylon, um tipo de plástico, a jaqueta pode levar até 200 anos para se decompor. “É um material de durabilidade muito longa. Em condições naturais, pode permanecer intacto por séculos, e esse tempo pode ser ainda maior quando enterrado”, explicou Fabrício Stocker, professor da FGV.
De acordo com o pai de Dinho, Hildebrando Alves Leite, a família pretende encaminhar a jaqueta para o museu do Centro Universitário FIG-Unimesp, em Guarulhos, para integrar uma exposição permanente aberta ao público. “A exumação faz parte da evolução. Antes não existiam essas possibilidades, e acompanhar essa evolução também é aprender a viver o presente”, afirmou.
O projeto do memorial prevê o plantio de cinco jacarandás, um para cada integrante, em um espaço que será chamado de Jardim BioParque Memorial Mamonas. A proposta é transformar o local em um “memorial vivo”, unindo natureza, tecnologia e preservação da memória da banda. O espaço ficará atrás dos túmulos originais, que serão mantidos como referência, e contará com identificação das árvores, recursos digitais e conteúdos multimídia acessíveis aos visitantes. A visitação será gratuita, e cada família terá controle sobre o material disponibilizado ao público.
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