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Conheça o país cercado pelo mar que precisa ‘fabricar água’ para sobreviver

O território não tem um único rio permanente, e é um dos territórios mais áridos do planeta

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Conheça o país cercado pelo mar que precisa ‘fabricar água’ para sobreviver
Autor Foto: Instagram/Reprodução

O Qatar quase seria uma ilha, se não fosse por uma extensão de 83km ligado ao continente, fazendo fronteira com a Arábia Saudita. O país é uma península que tem uma extensão de mais de 500 km cercada de água. E, ainda assim, não tem um único rio permanente. É um dos territórios mais áridos do planeta, onde as chuvas são escassas e irregulares. Como a água não nasce da terra, foi preciso investir na produção de água.

Mais de 95% da água potável consumida no país vem da dessalinização da água do mar. Em grandes complexos industriais instalados ao longo da costa, a água salgada do Golfo é captada, tratada e transformada em recurso essencial para abastecer residências, hotéis, hospitais e arranha-céus.

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A paisagem ajuda a explicar essa dependência tecnológica. O relevo é predominantemente plano e baixo, com altitudes que raramente ultrapassam de 50 metros acima do nível do mar. Não há cadeias montanhosas que concentrem precipitação, nem rios que cortem o território. A água subterrânea existe, mas é limitada e, em grande parte, salobra. O resultado é um paradoxo geográfico: um país envolto pelo mar que depende de energia e infraestrutura para produzir cada gota que consome.

Essa dependência moldou a própria organização urbana. Cidades como Doha e Lusail cresceram apoiadas em sistemas de reservatórios estratégicos e redes de distribuição altamente controladas. A segurança hídrica tornou-se questão nacional e econômica de um país que transformou gás natural em estabilidade estrutural.

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Há também um detalhe: dessalinizar exige energia. E energia, no Qatar, está profundamente ligada às reservas de gás natural que impulsionam sua economia. Por isso, a agua e gás caminham juntos. Para o visitante, o contraste é quase invisível. Piscinas de borda infinita, jardins irrigados e hotéis à beira-mar não revelam imediatamente que cada litro ali passou por um processo industrial sofisticado.

No Qatar, a água não é um dado da natureza. É um projeto de engenharia contínuo, estratégico e essencial para que o deserto permaneça habitável. No início deste ano, por exemplo, a infraestrutura hídrica do país deu um grande passo em frente com a inauguração dos Reservatórios e Estação de Bombeamento de Afjat Muaither pela Kahramaa, aumentando o número de estações de abastecimento de água em todo o país.

O projeto ampliou a capacidade de armazenamento em 36 milhões de galões, expandiu o abastecimento para áreas estratégicas e reduziu a dependência de caminhões-pipa. Equipada com sistemas avançados de monitoramento, automação e segurança, a instalação fortalece a segurança hídrica e, ao mesmo tempo, atende às crescentes necessidades urbanas e industriais do Qatar.

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    Foto: Autor: Instagram/Reprodução
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Como é o processo de dessalinização da água?

Como mais de 95% do abastecimento do país vem da dessalinização da água do mar, a demanda é alta. Por isso, grandes complexos industriais instalados ao longo da costa e especialmente nas regiões de Ras Abu Fontas e Umm Al Houl a água salgada do Golfo passa por processos térmicos ou por osmose reversa até se tornar própria para consumo.

No método térmico, a água é aquecida até evaporar; o vapor condensado se transforma em água doce. Já na osmose reversa, mais moderna, a água é forçada a atravessar membranas microscópicas que retêm o sal. É tecnologia em escala industrial, funcionando 24 horas por dia.

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Produzir água no deserto tem preço. Em média, o custo internacional da dessalinização varia entre US$ 0,50 e US$ 1,50 por metro cúbico, que é equivalente a mil litros.

O valor depende da matriz energética e do tipo de tecnologia utilizada. No caso do Qatar, a abundância de gás natural ajuda a sustentar essa operação. Atualmente o Qatar produz aproximadamente 2,5 a 3 milhões de metros cúbicos de água dessalinizada por dia, volume que abasteceria tranquilamente o município de São Paulo, durante um dia, se considerados os dados mais recentes apresentados pelo Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS).

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Informações: Revista Caras

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