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Multa ao Facebook aponta que o WhatsApp pode ter problemas com a Justiça`, diz especialista

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Multa ao Facebook aponta que o WhatsApp pode ter problemas com a Justiça`, diz especialista
Autor Novo meio de comunicação já está disponível aos araponguenses. (Foto - reprodução/arquivo) - Foto: Reprodução

Teve muita repercussão a determinação de magistrado da Justiça Federal do Amazonas, que ontem (27) à tarde aplicou multa de R$ 38 milhões no Facebook, empresa dona do aplicativo WhatsApp, por não cumprir ordem judicial que determinava fornecer os dados de cadastro e quebrar o sigilo das mensagens de alguns usuários, com a finalidade de realizar investigação criminal. O especialista em Direito Eletrônico, Renato Falchet Guaracho, do escritório Aith Advocacia, acredita que existe, ainda, risco do aplicativo ser novamente bloqueado nos próximos dias. 

“O Ministério Público Federal já informou que irá requerer o bloqueio à justiça do Amazonas. Assim como a multa, o bloqueio é permitido pelo artigo 12, do Marco Civil da Internet. Há, ainda, o risco do aplicativo ser proibido no Brasil”. Na última semana, além do bloqueio do WhatsApp determinado por uma juíza do Rio de Janeiro, a Polícia Federal (PF) também informou que a conduta da empresa estava dificultando a prisão de pessoas que planejavam ataques terroristas nas olimpíadas do Rio. 

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LIMINAR CONTRA
O Supremo Tribunal Federal (STF), através liminar proferida pelo Ministro Presidente Ricardo Lewandowski, se posicionou contra o bloqueio do WhatsApp. Todavia, a decisão ainda precisa ser chancelada pelos demais ministros da Suprema Corte Brasileira. Risco O especialista reforça que “permitir que a empresa continue atuando desta forma traz grande risco, não só à dignidade da justiça brasileira, mas também à Soberania Nacional. Destaca-se que o Facebook apresentou defesa no processo alegando que seus operadores ficam nos Estados Unidos e na Irlanda e, desta forma, não estão submetidos ao Poder Judiciário Brasileiro”. 

QUEDA DE BRAÇO
Renato Falchet acrescenta que há uma iminente queda de braço entre a empresa e o Judiciário. “Não se pode permitir que a empresa leve a melhor e seus aplicativos sejam imunizados contra bloqueios e eventual proibição de funcionamento, sob pena de colocar toda população refém de bandidos que usam o aplicativo para organizar seus crimes sem qualquer chance de serem descobertos”, finaliza Falchet.

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