Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Região

publicidade
REGIÃO

Governo proíbe venda e consumo de ostras e mariscos produzidos no Paraná

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Governo proíbe venda e consumo de ostras e mariscos produzidos no Paraná
Autor O governo do Paraná proibiu a venda e consumo de ostras e mariscos produzidos no Estado -Foto: Arnaldo Alves / AENotícias - Foto: Reprodução

O Governo do Estado do Paraná determinou a proibição preventiva na quarta-feira (29) do cultivo, extração, pesca, venda e consumo de todos os moluscos bivalves procedentes do litoral local. A medida vale apenas para ostras, mexilhões/mariscos, berbigões e vieiras e não atinge peixes, camarões e outros frutos do mar. 

De acordo com fontes governamentais, a medida foi tomada após a da confirmação da ocorrência do fenômeno “maré vermelha” nas baías de Paranaguá e Guaratuba, o que aumenta o risco de contaminação generalizada desses frutos do mar. A decisão partiu de equipes da Secretaria Estadual da Saúde (Sesa) e da Secretaria Estadual da Agricultura e Abastecimento (Seab), após laudo laboratorial que confirmou a presença de microalgas e toxinas nocivas à saúde humana em amostras de água e ostras. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

“Trata-se de uma medida cautelar para evitar maiores problemas de saúde pública. Até o momento, não temos registro de casos de intoxicação alimentar relacionado a este fato, mas estamos acompanhando de perto para avaliar qualquer tipo de notificação”, afirmou a superintendente de Vigilância em Saúde, Cleide de Oliveira.

MARÉ VERMELHA – A maré vermelha é caracterizada pela concentração de algas que liberam toxinas no meio aquático. Essas substâncias são prejudiciais à saúde, podendo causar episódios de diarreia, vômito e dor abdominal.

A intoxicação acontece através do consumo de animais marinhos contaminados, em especial os moluscos bivalves, considerados filtradores do mar. O chefe do Centro Estadual de Vigilância Sanitária, Paulo Costa Santana, explica que a partir desta quarta-feira o Estado vai promover ações educativas para informar o comércio e a população sobre a medida, sobretudo no Litoral do Estado. “Nossas equipes irão a restaurantes, mercados, peixarias, feiras-livres e demais estabelecimentos para explicar sobre a proibição. Além disso, as ostras e demais moluscos interditados serão retirados do comércio e inutilizados”, informou Santana.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

 A orientação é que o consumidor fique atento e busque informações sobre a procedência dos frutos do mar que pretende adquirir. “É importante saber de onde veio cada produto, pois a proibição só vale para ostras e demais moluscos bivalves oriundos do nosso Litoral”, afirmou. Historicamente, o fenômeno da maré vermelha também atinge o litoral catarinense. Interdição semelhante foi adotada pelas autoridades sanitárias do Estado de Santa Catarina no dia 26 de maio. Contudo, os níveis de presença de microalgas e toxinas já baixaram a limites aceitáveis, o que permitiu a liberação do comércio em diversas regiões. 

No Paraná, a liberação deve acontecer assim que tudo retorne ao normal, sem riscos à saúde da população. “Vamos coletar mais amostras para verificar a qualidade da água e moluscos em várias áreas do nosso Litoral. A expectativa é que essas algas desapareçam e em breve poderemos autorizar a retomada da produção e comércio”, ressaltou o coordenador do Programa de Vigilância e Prevenção de Doenças em Animais Aquáticos da Adapar, Cláudio César Sobezak. 

ADAPAR - O estudo técnico que deu amparo a proibição no Paraná foi desenvolvido pela Agência de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná (Adapar) em parceria com o Centro Estadual de Vigilância Sanitária. O trabalho também contou com a participação de representantes da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Região

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV