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Polícia investiga comércio irregular de remédios controlados em redes sociais

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Polícia investiga comércio irregular de remédios controlados em redes sociais
Autor Delegado Gustavo Dante, de Ivaiporã: "São remédios que têm ação no sistema nervoso central podendo causar dependência física ou química" - Foto: Reprodução

A 54ª Delegacia Regional de Polícia de Ivaiporã (região norte do Paraná) abriu inquérito para investigar a comercialização irregular de remédios controlados em redes sociais, que põe em risco a saúde da população. As investigações tiveram início através de uma denuncia anônima, até agora seis pessoas foram ouvidas e pelo menos mais 10 pessoas deverão comparecer a delegacia para prestar esclarecimentos. O anuncio dos produtos era através de grupos de amigos no Facebook e WathsApp. 

De acordo com o delegado Gustavo Dante, com a repressão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibindo nas farmácias a venda de medicamento controlados  sem a prescrição médica, muitas pessoas tem se aproveitado do mercado facilitado na internet. “Era uma prática que estava se tornando comum nos brechózinhos entre amigos online, principalmente em Ivaiporã e Jardim Alegre”, comenta Dante.  

Conforme o delegado, a principio não se trata de nenhuma quadrilha especializada, mas sim de pessoas comuns que tem alguma sobra de tratamentos “São poucos medicamentos, mas isso não descaracteriza o crime de tráfico de drogas com pena que varia de 5 a 15 anos. Até mesmo a troca desses remédios sem fins lucrativos incide no crime do artigo 33 da lei 11.343”, assinala Dante. Ainda de acordo com Dante, as pessoas que compram esse produtos sem a prescrição médica correm um risco bastante grande, desde não ter resultado no tratamento até desenvolver complicações mais sérias.

“Normalmente são remédios que têm ação no sistema nervoso central podendo causar dependência física ou química. Se tomados em doses erradas podem até matar”, explica Dante. Dante alerta, caso as pessoas tenham sobra de remédios controlados em suas casas e não sabem o que fazer, o jeito mais adequado de não pôr a saúde de ninguém em risco, tampouco prejudicar o meio ambiente é encaminhar esses produtos aos postos de saúde do município.

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