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Zé Trovão diz que deputados deveriam 'ganhar medalha' por motim contra prisão de Bolsonaro

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O deputado federal Zé Trovão (PL-SC) afirmou nesta terça-feira, 10, que ele e outros dois parlamentares que ocuparam a Mesa Diretora da Câmara, em agosto de 2025, "deveriam ganhar uma medalha" pelo caso. A ação foi um protesto contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Trovão, Marcel van Hattem (Novo-RS) e Marcos Pollon (PL-MS) respondem a representações no Conselho de Ética da Casa, que podem resultar na suspensão temporária dos mandatos. Durante depoimento ao colegiado, o deputado defendeu o arquivamento das acusações.

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"Espero que, se for feita justiça nesse caso, que esse processo se encerre de maneira a arquivar todas as denúncias que são fantasiosas contra nós. E deveriam nos dar uma medalha. Não por honrar a política, mas por honrar quem elege os políticos", defendeu.

Ao justificar a atuação do grupo, Trovão afirmou que outros parlamentares participaram da ocupação, mas apenas três foram alvo de processo disciplinar.

"Já ouviu falar de boi de piranha? Quando não se pode criminalizar a todos, pegue um e jogue ele na cadeia e deixa apodrecer que você resolve o problema dos outros. É só para servir de exemplo. Eles querem nos fazer de exemplo para alguma coisa", disse.

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O episódio que motivou as representações ocorreu em agosto de 2025, quando deputados da oposição ocuparam a Mesa Diretora e impediram a condução dos trabalhos. Marcos Pollon sentou-se na cadeira da presidência da Casa. Ao lado, Marcel van Hattem ocupou o assento adjacente. Ambos resistiram a deixar os lugares quando o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), entrou no plenário para retomar o comando da sessão.

Zé Trovão, por sua vez, posicionou-se na escada de acesso à Mesa e bloqueou a passagem de Motta. Os três estavam entre os últimos parlamentares a deixar o local após negociação para a retomada dos trabalhos.

Pollon responde a dois processos e pode ser suspenso por até 90 dias. Para Zé Trovão e van Hattem, a Corregedoria sugeriu afastamento por 30 dias.

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O presidente do Conselho de Ética, Fábio Schiochet (União-SC), disse nesta terça-feira, 10, que Moses Rodrigues(União-CE), relator dos processos disciplinares contra parlamentares que participaram de motim no plenário da Casa, terá até o dia 27 de fevereiro para protocolar o seu parecer sobre o caso.

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