Vou trabalhar no Congresso para derrubar o veto de Lula à dosimetria, diz Paulinho
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O deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP) afirmou, nesta quinta-feira, 8, que vai atuar no Congresso Nacional em prol da derrubada do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao projeto que reduz penas aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. O deputado foi o relator da proposta na Câmara.
Em vídeo publicado na rede social Instagram, Paulinho disse que o Congresso havia entregue a Lula a "bandeira da paz" ao aprovar o projeto, mas que o presidente "tocou fogo" na proposta. "O Congresso entregou a bandeira branca da paz do Brasil nas mãos do Lula. Sabe o que ele fez? Rasgou e tocou fogo nela", declarou o deputado, em vídeo.
Na sequência, o parlamentar disse que o projeto foi "construído com diálogo e responsabilidade" e que consiste em um "recado para o mundo" pela busca de estabilidade institucional. "Mas o Lula decidiu fazer o contrário, foi ao terreno já pacificado e jogou gasolina. Preferiu o confronto ao diálogo. Preferiu a tensão ao entendimento. Ignorou o Congresso, desrespeitou a construção coletiva e vetou o projeto", declarou.
Paulinho continuou: "É importante dizer que dosimetria não é anistia, não apaga crimes. É justiça proporcional, é previsibilidade jurídica, é respeito à Constituição e é exatamente o que um País sério precisa para seguir em frente". Na ocasião, o deputado também disse que Lula deu um "recado perigoso" ao mundo de que "o Brasil não quer paz".
"Quem carrega a bandeira da paz não se curva ao autoritarismo, não aceita retrocesso e não foge da luta. Agora, chegou a hora de virar essa página e trazer a paz de volta ao Brasil. Vou trabalhar firme no Congresso para derrubar o veto do Lula e trazer a pacificação para o Brasil", finalizou Paulinho.
Lula vetou o projeto durante cerimônia do governo federal em defesa da democracia, nesta quinta. A solenidade marcou os três anos dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, objeto de inquérito que resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos e três meses de prisão.
"Oito de janeiro está marcado pela história como o dia da vitória da nossa democracia. Vitória sobre os que tentaram tomar o poder pela força, desprezando a vontade popular expressa nas urnas. Os que sempre defenderam a ditadura, a tortura e o extermínio de adversários, e pretendiam submeter o Brasil a um regime de exceção", discursou Lula.
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