Vídeo: empresário oferece R$ 200 para funcionários não votarem no Lula
O Ministério Público Eleitoral está investigando o empresário que ofereceu dinheiro aos seus empregados em troca de votos
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O Ministério Público está investigando um empresário paraense que ofereceu dinheiro aos seus funcionários em troca de votos. O caso foi registrado em São Miguel do Guamá, Pará.
Um vídeo do momento em que o empreendedor faz a oferta aos seus colaboradores está circulando nas redes sociais. Nas imagens, o homem, identificado como Maurício Lopes Fernandes Júnior, que atua no ramo de cerâmicas, aparece ao lado de seus empregados, no pátio de um dos seus estabelecimentos.
A compra de votos começou: este no vídeo é Maurício Lopes Fernandes Júnior, o “Da Lua”, empresário do ramo de tijolos e telhas em São Miguel do Guamá (PA), ameaçando os trabalhadores caso eles não votem em Jair Bolsonaro e prometendo R$ 200 em caso de vitória de Bolsonaro. pic.twitter.com/y341SIGWK3
— William De Lucca (@delucca) October 4, 2022
Em um determinado momento, o patrão fala aos funcionários "que se o candidato Lula for eleito, as empresas vão fechar e as três indústrias cerâmicas de sua propriedade vão junto".
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"Eu sei que nem todo mundo é Lula aqui. Não sei se tá dividido metade com metade. Só sei que a gente tem que se unir para que Lula não ganhe. Sabe por quê? Porque se Lula ganhar, vocês podem ter certeza que mais da metade das cerâmicas de São Miguel vai fechar. Eu sou um que se ele ganhar, eu vou fechar as três cerâmicas que eu tenho porque ninguém vai aguentar o pepino que vem", ameaça o empresário.
Ainda no registro, é possível perceber o momento em que o empresário oferece R$ 200 aos seus empregados se eles votarem no candidato que ele indica, o atual presidente da República e candidato à reeleição Jair Bolsonaro.
Ele afirmou que uma lista seria criada com os nomes dos trabalhadores que votariam no candidato. Ainda durante a fala, Maurício destaca que há empregados sem a carteira assinada em suas empresas.
"Então eu tenho uma proposta pra fazer para todo mundo: Gleidsson vai pegar o nome de vocês, de todo mundo, tanto faz fichado, carteira assinada, sem carteira, carregador de caminhão, motorista de caminhão, todo mundo que tiver aqui ouvindo, quem quiser dar o nome, e se o presidente ganhar eleição, cada um vai ter R$ 200 no bolso logo no outro dia de manhã. Tá bom, pessoal?", conclui o patrão.
Em nota, o Ministério Público Eleitoral, junto à 11ª Zona Eleitoral, informou que já recebeu o vídeo e adotou providências iniciais, tendo oficiado à Polícia Federal para a instauração de procedimento policial a fim de investigar a ocorrência, em tese, dos crimes previstos no art. 299 e art. 301 do Código Eleitoral.
De acordo com o Código Eleitoral, o artigo 299 prevê como crime “dar, oferecer, prometer, solicitar ou receber, para si ou para outrem, dinheiro, dádiva, ou qualquer outra vantagem, para obter ou dar voto e para conseguir ou prometer abstenção, ainda que a oferta não seja aceita”. A pena vai de reclusão até quatro anos e pagamento de cinco a quinze dias-multa.
Já o artigo 301 entende que “usar de violência ou grave ameaça para coagir alguém a votar, ou não votar, em determinado candidato ou partido, ainda que os fins visados não sejam conseguidos”. A pena para o crime via de reclusão até quatro anos e pagamento de cinco a quinze dias-multa.
Com informações do g1.
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