Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Política

publicidade
POLÍTICA

Três militares do 'núcleo de desinformação' da trama golpista são presos pelo Exército

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O Exército cumpriu nesta sexta-feira, 10, mandados de prisão contra três dos sete militares condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no chamado núcleo 4 da trama golpista, grupo acusado de disseminar desinformação nas redes sociais e atacar a Justiça Eleitoral na tentativa de viabilizar um golpe de Estado. As prisões ocorrem após o STF declarar o trânsito em julgado das condenações, ou seja, sem possibilidade de novos recursos, o que levou o ministro Alexandre de Moraes a determinar o início imediato do cumprimento das penas.

Foram presos por volta das 6h o major da reserva Ângelo Denicoli, condenado a 17 anos de prisão, o subtenente Giancarlo Rodrigues, condenado a 14 anos, e o tenente-coronel Guilherme Almeida, condenado a 13 anos e 6 meses.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

O Estadão busca contato com as defesas. O espaço está aberto.

Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), os réus teriam utilizado a estrutura da Agência Brasileira de Inteligência para espionar adversários políticos e produzir e disseminar informações falsas contra o processo eleitoral, instituições democráticas e autoridades consideradas obstáculos ao plano golpista.

Além dos presos nesta sexta-feira, também foram condenados no núcleo 4, em 21 de outubro do ano passado, outros quatro réus: o coronel Reginaldo Abreu (15 anos e 6 meses de prisão), que está foragido nos Estados Unidos, o agente da Polícia Federal Marcelo Bormevet (14 anos e 6 meses de prisão), o ex-major Ailton Moraes Barros (13 anos e 6 meses de prisão) e o presidente do Instituto Voto Legal, Carlos César Moretzsohn Rocha (7 anos e 6 meses de prisão), foragido no Reino Unido.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em 24 de março, a Primeira Turma do STF rejeitou por unanimidade os recursos da defesa dos sete réus. Para os ministros, ficou comprovado que o grupo criou e espalhou notícias falsas sobre as urnas eletrônicas e o Poder Judiciário com o intuito de promover instabilidade política e tentar justificar medidas de exceção.

Também foi reconhecido o uso indevido da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para produzir fake news e monitorar clandestinamente autoridades, o que ficou conhecido como "Abin Paralela".

Os militares e o policial federal foram condenados por todos os cinco crimes atribuídos na denúncia - organização criminosa armada, golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático, deterioração de patrimônio tombado e dano qualificado contra o patrimônio da União.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Outro efeito da condenação é a perda dos cargos públicos e a inelegibilidade dos réus por oito anos, a contar da decisão, punição que está prevista na Lei da Ficha Limpa.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Política

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV