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TCU investiga a participação de funcionários públicos no desfile que homenageou Lula na Sapucaí

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O Tribunal de Contas da União (TCU) abriu uma investigação para apurar se houve irregularidades na participação de funcionários públicos no desfile de carnaval que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No dia 24 deste mês, o tribunal solicitou à Casa Civil e à Secretaria de Comunicação Social (Secom) o envio de esclarecimentos sobre a participação dos servidores no evento.

O pedido de investigação foi protocolado por parlamentares do Partido Novo, que alegam que servidores do governo federal foram utilizados de forma irregular na organização de um carro alegórico em que a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, desfilaria no carnaval do Rio de Janeiro.

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O desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói previa a participação de Janja na última alegoria, o carro "Amigos do Lula". A primeira-dama decidiu de última hora que não subiria na alegoria para evitar contestações que atingissem o presidente. Ela foi substituída pela cantora Fafá de Belém.

Em nota, na ocasião, a primeira-dama disse que "mesmo com toda segurança jurídica" de que poderia participar do desfile, optou por não fazê-lo "para estar ao lado da pessoa que ela mais ama na vida". Ela assistiu ao desfile ao lado do presidente Lula e do ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD).

O TCU determinou que a Casa Civil e a Secom enviem informações e documentos detalhando especificamente todos os servidores da Presidência da República (incluindo cerimonial, segurança, assessoria e comunicação) que viajaram para o Rio entre 1.º e 18 de fevereiro de 2026, "com o propósito de acompanhar ou dar suporte" a Janja, Lula ou ministros de Estado durante o evento.

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O Tribunal também solicitou que as pastas enviem os custos totais do Estado com o deslocamento dos funcionários, "discriminando os gastos com diárias, passagens aéreas e terrestres, hospedagem e eventuais horas extras".

Além disso, o TCU pediu esclarecimentos se servidores do cerimonial da Presidência foram requisitados para tarefas como enviar convites, organizar listas de convidados e coletar medidas para a confecção de fantasias do carro "Amigos do Lula".

Na ação do Partido Novo, protocolada antes do carnaval, havia um pedido para que o desfile fosse cancelado. O TCU destacou que o pedido de medida cautelar para impedir o desfile perdeu validade, já que o evento já havia sido realizado quando o Tribunal acolheu a representação.

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A ação foi movida pelos deputados federais do Novo Adriana Ventura (SP), Gilson Marques (SC), Luiz Lima (RJ), Marcel van Hattem (RS), Ricardo Salles (SP) e o senador Eduardo Girão (CE).

O processo, sob relatoria do ministro Augusto Nardes, foi anexado a outra investigação sobre repasses da Embratur à mesma agremiação carnavalesca.

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