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Tarcísio em ato em memória do Holocausto: 'Não podemos permitir que o Brasil se perca no ódio'

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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou neste domingo, 25, em discurso durante Ato em Memória às Vítimas do Holocausto, que "não podemos permitir que o Brasil se perca no ódio".

Durante o discurso, o governador retomou o questionamento da presidente da Federação Israelita do Estado de São Paulo, Célia Parnes, que perguntou durante sua fala se a sociedade está preparada para identificar os sinais de um novo Holocausto.

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Segundo governador, naquele tempo "as lideranças não o sabiam. Hoje, talvez, nós não estamos (preparados)". "Hoje, às vezes, não percebemos o que está acontecendo. A gente nega", prosseguiu o governador ao relembrar o ataque do grupo terrorista Hamas contra Israel em outubro de 2023.

"Israel tinha firmado uma acordo de paz com os Emirados Árabes, a Jordânia, o Egito. E se encaminhava para assinar um acordo de paz com a África Saudita quando foi invadido pelo Hamas. Isso não foi um fracasso. Isso foi encomendado por alguém que quer implantar o ódio. Eu percebi isso. Como isso não foi percebido? Como isso pode ser negado? Como a gente pode negar o direito de Israel a defender o seu território?", questionou o governador.

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Tarcísio agradeceu à comunidade judaica e destacou ainda a contribuição do grupo para o Estado. especialmente na área da saúde. Ao encerrar, Tarcísio renovou o compromisso do governo paulista com o combate ao antissemitismo.

"A minha missão aqui é renovar o meu compromisso de combate ao antissemitismo, proteger a comunidade judaica e fazer com que este seja um local onde vocês possam trabalhar, estudar e, principalmente, ser felizes", disse.

O presidente da Confederação Israelita do Brasil (Conib), Cláudio Lottenberg, iniciou seu discurso se dirigindo ao governador paulista, dizendo que registrou cada uma das vezes em que Tarcísio esteve presente em eventos da comunidade judaica.

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Ao falar sobre o cenário internacional, afirmou que há clareza sobre os responsáveis pela disseminação do extremismo. "Sabemos muito bem quem oprime, quem financia, quem arma e quem se beneficia desses grandes negócios", disse.

Lottenberg criticou o que chamou de política das narrativas e a relativização do extremismo. "Presenciamos a política das narrativas, que substituíram o debate baseado em fatos. Mesmo assim, seguimos relativizando o extremismo como se fosse apenas uma divergência de natureza ideológica", afirmou.

Lottenberg afirmou ainda que combate ao antissemitismo não deve ser associado a disputas partidárias. "Essa é uma missão que não é de direita nem de esquerda. É uma missão de uma sociedade que acredita na democracia, na dignidade humana e no respeito", concluiu.

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