Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Política

publicidade
POLÍTICA

STJ põe governador Gladson Cameli no banco dos réus por corrupção, mas o mantém no cargo

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) tornou réu o governador do Acre, Gladson Cameli (PP), por corrupção passiva, organização criminosa, peculato, fraude à licitação e lavagem de dinheiro. A decisão foi unânime.

O advogado Pedro Ivo Velloso Cordeiro, que representa o governador, afirma que ele é vítima de "perseguição" e que as acusações não foram provadas. Em nota, Gladson Cameli disse que agora poderá demonstrar que é inocente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Os ministros receberam nesta quarta-feira, 15, a primeira denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) a partir das investigações da Operação Ptolomeu. Gladson Cameli não foi afastado do cargo e continuará a exercer o mandato.

Já as medidas cautelares impostas ao governador e aos demais investigados - servidores públicos, empresários e familiares de Gladson Cameli - durante o inquérito foram prorrogadas.

Para a ministra Nancy Andrighi, relatora do caso, há "elementos indiciários" de que o governador agiu "dolosamente" e participou de um esquema "sofisticado" de corrupção.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Há indícios de que o governador Gladson agiu ativamente para assegurar a execução do esquema investigado", defendeu. "A suposta organização criminosa denunciada nesses autos adotou o método de substituição das empresas contratadas pelo Estado do Acre como fim de retroalimentar o esquema e dificultar o rastreio das verbas públicas possivelmente desviadas."

Com a decisão da Corte Especial, o governador vai responder a um processo criminal. Nesta etapa, os ministros analisaram apenas se havia elementos mínimos para instaurar a ação penal. O julgamento só ocorre após a instrução do processo, o que envolve depoimentos de testemunhas e a coleta de provas complementares.

A PGR atribui a Gladson Cameli o papel de liderança em um suposto esquema de corrupção e desvio de dinheiro em contratos públicos do Acre. Ele é apontado como o principal beneficiário dos desvios.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A denúncia envolve um contrato da Secretaria de Infraestrutura e Desenvolvimento Urbano do Estado do Acre com a empresa Murano Construções, em maio de 2019, no primeiro mandato do governador, para manutenção de prédios públicos.

Os investigadores identificaram que, um dia após a assinatura do contrato, a Murano fechou uma parceria com a Rio Negro, administrada por Gledson Cameli, irmão do governador, que teria recebido quase R$ 2 milhões. Para os investigadores, está claro que houve um acerto para a contratação indireta da empresa do irmão do governador e uma tentativa de ocultar sua participação para não chamar atenção de órgãos de investigação e controle.

Uma das provas consideradas centrais no inquérito é a compra de um apartamento, avaliado em R$ 6 milhões, no bairro dos Jardins, em São Paulo. O imóvel é apontado como pagamento de propina.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A PGR também alega que houve superfaturamento e sobrepreço do contrato, estimados em R$ 11,7 milhões.

A Operação Ptolomeu foi fatiada em nove inquéritos. Já são dezenas de suspeitos e mais de 22 mil páginas de documentos. Gladson Cameli é o principal investigado.

COM A PALAVRA, O GOVERNADOR DO ACRE

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"A justiça cumpriu o seu papel e agora terei a oportunidade de me defender e provar minha inocência e idoneidade. Essa foi a primeira vez que estou sendo oficialmente ouvido, sigo confiando na justiça."

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Política

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV