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Rui Falcão divulga carta e indica possível intenção de disputar presidência do PT

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O deputado Rui Falcão (PT-SP) publicou uma carta nesta quarta-feira, 12, falando sobre a eleição do Partido dos Trabalhadores. O texto indica uma possível intenção do petista de disputar a liderança da sigla contra o ex-prefeito de Araraquara Edinho Silva em meio à crise interna enfrentada pelo partido.

Com a aproximação das eleições de 2026, Falcão defendeu a renovação interna do PT como preparação para a possível reeleição do presidente Lula. O deputado também fez críticas à busca por uma "despolarização" que, segundo ele, pode levar o PT a uma acomodação ao centro. Questionado se teria interesse de disputar a presidência do partido, Falcão não respondeu.

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"Nosso partido deve rechaçar os apelos à despolarização, palavra da moda que significa levar-nos a uma transição efetiva para o centro, com um forte rebaixamento ideológico, programático e organizacional. A construção de coalizões para vencer as eleições e governar não pode ser vista como contraditória com a disputa pública de hegemonia pelos partidos do campo popular. O partido não pode ser reduzido a um braço institucional do governo de frente ampla", escreveu o deputado.

A crise interna enfrentada pelo PT tem sido protagonizada por alas que defendem um movimento mais à esquerda e outras que argumentam que é essencial dialogar com setores para superar a polarização no País.

Falcão faz parte da corrente Novo Rumo, e foi presidente da sigla entre 2011 e 2017. Na época, o deputado contou com o apoio da corrente Construindo um Novo Brasil (CNB), da qual fazem parte o presidente Lula e a atual ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann e Edinho Silva.

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Apesar de ser o preferido de Lula para comandar o PT, Edinho não tem sido bem aceito na ala. Um grupo da CNB ligado a Gleisi pretende lançar outro nome para enfrentar o ex-prefeito. O senador Humberto Costa (PT-PE), que assumiu a presidência do PT como interino no lugar de Gleisi Hoffmann, é o mais cotado.

Na carta, Rui Falcão sinalizou para essa ala ao reconhecer o legado de Gleisi à frente do partido. "A companheira Gleisi Hoffmann, ao me suceder na presidência do PT, a partir de 2017, conduziu com coragem a resistência à extrema direita e a preparação de nosso partido para a sucessão presidencial de 2022. Após a vitória, sempre foi uma referência no enfrentamento ao reacionarismo e no fortalecimento da esquerda dentro do próprio governo", afirmou o deputado.

A eleição interna do PT acontecerá no dia 6 de julho e deve definir o presidente que estará à frente da sigla na próxima eleição presidencial. A crise no partido foi acirrada após a divulgação da participação de Lula em um jantar na cada de Gleisi, na última quinta-feira, 6, em que um grupo de dirigentes do PT, ligados à CNB, disse ao presidente que a candidatura de Edinho sofria resistência.

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Lula foi avisado, então, de que aquela ala da CNB procuraria um nome alternativo para a disputa. "Vamos acertar um candidato que unifique o PT e ajude o governo", afirmou ao Estadão o deputado Jilmar Tatto (SP), secretário de Comunicação do PT, que estava naquele jantar.

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