Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Política

publicidade
POLÍTICA

Relatores de PECs que limitam poder do STF são investigados por ataques à Corte

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Escolhidos como relatores de Propostas de Emenda à Constituição (PECs) que limitam o poder do Supremo Tribunal Federal (STF), os deputados Filipe Barros (PL-PR) e Luiz Phillipe de Orleans e Bragança (PL-SP) fazem parte da tropa de choque do bolsonarismo no Congresso. Os dois parlamentares são investigados pela Corte no inquérito das fake news, relatado pelo ministro Alexandre de Moraes, e são conhecidos por críticas e ataques ao Supremo.

Barros virou líder da oposição na Câmara em abril, quando o deputado Carlos Jordy (PL-RJ), também apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro, deixou o cargo para se dedicar às eleições municipais. A escolha do nome dele para o posto manteve o perfil bolsonarista da oposição na Casa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Em 2020, no segundo ano do governo Bolsonaro, um relatório da Polícia Federal identificou Barros e o blogueiro Allan dos Santos como "influenciadores" de publicações com ofensas e ameaças ao STF. A investigação era parte do inquérito das fake news. Em resposta a uma reportagem do Estadão, na época, Barros criticou o Supremo.

"Aparentemente, o que o STF está querendo com essas hostilidades aos apoiadores do presidente Bolsonaro nas redes sociais, a deputados federais e às Forças Armadas, é provocar uma ruptura institucional para, depois, acusar a direita de antidemocrática, abrindo caminho para o retorno ao poder de PT e PSDB, os partidos responsáveis pela indicação da maior parte dos atuais integrantes do STF", disse o deputado ao jornal.

Em 2021, Barros foi relator da PEC do voto impresso, uma das primeiras tentativas do governo Bolsonaro de desacreditar o sistema eleitoral do País. A proposta, que previa a impressão de comprovantes de votos, foi derrotada no plenário da Câmara naquele ano. Ministros do STF chegaram a entrar em campo na articulação contra a PEC.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Foi Barros quem pediu ao hacker Marcos Roberto Correia da Silva que gravasse um vídeo, em 2021, afirmando que conseguiria "invadir o sistema eleitoral" e "manipular tudinho". A gravação foi feita dentro do presídio no qual o cibercriminoso cumpria prisão preventiva, durante o período em que a PEC do voto impresso era discutida.

Barros foi escolhido para relatar a PEC que limita as decisões monocráticas de ministros do Supremo. A decisão foi da presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, a deputada bolsonarista Caroline de Toni (PL-SC). A proposta, aprovada em novembro no Senado, estava na gaveta do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que decidiu dar andamento ao texto na semana passada, após o ministro Flávio Dino, do STF, suspender todas as emendas impositivas.

"Não é retaliação e não vou tratar dessa maneira", afirmou Barros nesta quinta-feira, 22, à Coluna do Estadão, sobre sua escolha como relator da proposta. A CCJ analisa a admissibilidade constitucional de PECs, mas o mérito é votado no plenário. Geralmente, esse tipo de proposta passa também por comissão especial.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Orleans e Bragança, por sua vez, participou em junho de manifestação na Avenida Paulista com pedidos de impeachment de Alexandre de Moraes. Ele faz parte da organização de um novo protesto contra o ministro, que deve ocorrer em 7 de setembro, Dia da Independência do Brasil. O parlamentar relatará na CCJ a PEC que permite ao Congresso sustar decisões do Supremo pelo voto de dois terços da Câmara e do Senado.

"O ministro Alexandre de Moraes encarna muitas das coisas erradas que ocorrem no STF e por causa do STF, pelo poder que o STF deu aos seus ministros e como esse poder foi usado pelo ministro Alexandre de Moraes", disse o deputado do PL de São Paulo, em entrevista ao site O Antagonista nesta quarta-feira, 21. "Precisamos de uma reforma do Judiciário. O Poder inteiro precisa ser reformado", emendou.

A avaliação entre líderes partidários é que as PECs não devem chegar à etapa do plenário no curto prazo, devido ao acordo que foi feito entre os Três Poderes para a manutenção das emendas parlamentares. Os recursos, contudo, continuam suspensos, e o Congresso tem dez dias para apresentar uma proposta para dar transparência e rastreabilidade aos repasses.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Política

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV