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Quem é o empresário que fez 'Pix' de R$ 5 mil para secretária de Ministério do Turismo?

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Preso pela última vez em 2023 e acusado de operar um esquema de venda de emendas parlamentares, o empresário Eduardo José Barros Costa, o Eduardo DP, foi mencionado em um relatório da Polícia Federal (PF), com o nome relacionado a uma integrante do governo federal.

Também conhecido como "Eduardo Imperador", o empresário fez um Pix de R$ 5 mil à atual secretária nacional de Políticas de Turismo do Ministério do Turismo, Cristiane Leal Sampaio. O relatório da PF investiga a "venda" de emendas parlamentares por parte de deputados federais do PL.

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Eduardo DP é acusado de ser sócio oculto da empreiteira maranhense Construservice, contratada pela prefeitura de Vitorino Freire (MA) para asfaltar uma estrada de terra que passa em frente à fazenda do ministro das Comunicações, Juscelino Filho, cuja irmã é prefeita do município.

Os R$ 5 milhões para a obra foram direcionados por Juscelino via orçamento secreto para a prefeitura da irmã, enquanto era deputado federal, em 2020.

O Estadão revelou o esquema em janeiro de 2023, e a operação que vasculhou endereços da empresa, além de afastar a prefeita do cargo, foi deflagrada meses depois, em setembro daquele ano. Cinco dias depois, ele foi solto.

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Na investigação, a PF indicou que Imperador usou os nomes de Rodrigo Gomes Casanova Junior e Adilton da Silva Costa como laranjas. O ministro admitiu que ele e o empresário beneficiado com recursos de sua emenda secreta são "conhecidos há mais de 20 anos".

O empresário também foi preso pela Polícia Federal no ano anterior, em julho de 2022, acusado de pagar propina a servidores federais para obter obras na cidade e de ser sócio oculto da Construservice. Ele chegou a ficar cinco dias preso e, após pagamento de R$ 121 mil em fiança, foi liberado. Na ocasião, a PF apreendeu R$ 1,3 milhão na casa dele.

Agora, o nome de Eduardo aparece ligado ao Ministério do Turismo. A apuração da PF gira em torno de três emendas parlamentares, que somam R$ 6,7 milhões, e foram supostamente vendidas por três deputados federais do PL: Josimar Maranhãozinho (MA); Pastor Gil (MA); e Bosco Costa (SE).

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Segundo a investigação da PF, a atual secretária do Ministério do Turismo prestou informações sobre a liberação de dinheiro em três convênios celebrados entre a Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Franscisco, a Codevasf, investigada no caso do asfalto em frente à fazenda de Juscelino, e municípios maranhenses.

Ao Estadão, Cristiane disse não se lembrar do pagamento e que, por essa razão, não comentaria. Já Eduardo DP recebeu e visualizou as mensagens da reportagem, mas não respondeu.

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