Leia a última edição
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Política

publicidade
POLÍTICA

Presidente da OAB-SP diz que caso Banco Master deveria tramitar fora do STF

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil Seção de São Paulo (OAB-SP), Leonardo Sica, afirmou nesta segunda-feira, 26, que a ação envolvendo o Banco Master em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF) não deveria estar sob análise da Corte, mas de instâncias inferiores. Para ele, o STF vem sendo progressivamente transformado em um tribunal criminal.

Questionado sobre a condução do ministro-relator Dias Toffoli no caso, Sica evitou comentar a atuação do magistrado, mas reiterou a crítica ao foro da ação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

"Esse caso do Banco Master não deveria estar no Supremo, jamais. Submetê-lo à jurisdição do Supremo Tribunal Federal faz mal ao tribunal", afirmou ao UOL News.

Na avaliação do presidente da OAB-SP, a Corte tem sido desviada de sua função constitucional. "Nós estamos transformando nosso Supremo Tribunal Federal em um tribunal criminal, esse e tantos outros casos criminais não deveriam estar na Suprema Corte, ela é uma Corte constitucional, não penal."

O ministro Dias Toffoli avocou o processo do Banco Master para o STF e assumiu a relatoria. A medida foi tomada após o deputado João Carlos Bacelar (PL-BA) aparecer em documentos apreendidos. O processo tramitava no TRF-1. Chegou ao Supremo por pedido da defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, que alegou a presença de autoridade com foro privilegiado e pediu o deslocamento da ação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A OAB-SP enviou na última sexta-feira, 23, ao presidente do STF, Edson Fachin, uma proposta de resolução para a criação de um Código de Conduta dos ministros da Corte.

Em entrevista exclusiva ao Estadão, publicada nesta segunda-feira, Fachin voltou a defender a adoção de um código de ética para as Cortes superiores. Segundo ele, ou o STF se "autolimita", ou "poderá haver limitação de um Poder externo". Apesar da resistência de parte dos ministros, disse haver maioria favorável à medida.

A proposta de resolução de um Código de Conduta dos ministros é apresentada em meio a um momento de desgaste da imagem do STF. A crise se intensificou com a condução da relatoria do caso do Banco Master pelo ministro Dias Toffoli, que tem acumulado decisões e relações contestadas. Entre outros pontos, o magistrado tomou medidas que resultaram em sucessivas interferências no trabalho da Polícia Federal (PF), responsável pela investigação, e passou a ser questionado mais recentemente pela proximidade de parentes com alvos da ação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Estadão revelou que um dos investigados, Fabiano Zettel, que é cunhado de Daniel Vorcaro, comprou a participação dos irmãos do ministro em um resort no Paraná. A sede da empresa fica no endereço residencial de um dos irmãos de Toffoli e a cunhada do ministro disse ao Estadão que o marido nunca foi dono de resort. Antes, Toffoli já sofria críticas por ter viajado em um jatinho particular com o advogado do Master, Augusto Arruda Botelho, para assistir à final da Libertadores em Lima, no Peru.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Política

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline