PF retoma inquérito da facada em Bolsonaro; Adélio pode ser ouvido
O delegado responsável pelo caso afirmou que há a necessidade de identificar eventuais mandantes ou financiadores do atendado
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A Polícia Federal (PF) reabriu o inquérito relacionado ao esfaqueamento sofrido pelo presidente da República e candidato a reeleição, Jair Messias Bolsonaro (PL), em 2018. A ação foi tomada após apoiadores terem pressionado a PF, em busca de novos fatos para impulsionar a campanha do político. Adélio Bispo, autor da facada, deverá prestar um novo depoimento.
Procurada, a PF confirmou a informação, no entanto, afirmou que “não se manifesta sobre eventuais investigações em andamento”. O Palácio do Planalto não respondeu aos questionamentos e solicitações de um posicionamento até o momento desta reportagem.
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A investigação aborda o atentado sofrido por Bolsonaro, em 06 de setembro de 2018, enquanto fazia um ato de campanha eleitoral em Juiz de Fora, no Estado de Minas Gerais. O próprio presidente e aliados relacionam a facada à esquerda. Investigações da Polícia Federal apontam, todavia, para conclusões de que Adélio Bispo tenha agido de maneira independente.
O delegado Martín Bottaro Purper, da Diretoria de Inteligência Policial e responsável pelo caso, afirmo que há a necessidade de identificar eventuais mandantes ou financiadores do atendado contra o atual presidente. O policial assumiu as investigações no início deste ano.
Recolhido em uma penitenciária federal na capital sul-mato-grossense, o responsável pela facada foi submetido a uma avaliação psiquiátrica em julho. O exame subsidiará a definição, pela Justiça Federal, sobre eventual retorno de Adélio ao convívio social.
O pedido da PF para ter acesso à documentação foi apresentado nos autos da execução penal em 21 de setembro, duas semanas antes do primeiro turno das eleições. O delegado Purper quer saber detalhes das condições atuais de saúde de Adélio antes de efetivar um novo interrogatório.
Fonte: Com informações UOL.
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