PF mira deputado Félix Mendonça em operação contra desvio de emendas
Investigação aponta esquema de superfaturamento em contratos públicos; STF determinou bloqueio de R$ 24 milhões dos envolvidos
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A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (13), a nona fase da Operação Overclean. O principal alvo da ação é o deputado federal Félix Mendonça Jr. (PDT-BA). A operação visa desarticular uma organização criminosa suspeita de operar um esquema de desvio de emendas parlamentares, além de práticas de corrupção e lavagem de dinheiro.
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Ao todo, agentes cumprem nove mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). As diligências ocorrem em Brasília (DF) e nos municípios baianos de Salvador, Mata de São João e Vera Cruz. Um dos locais vistoriados é o apartamento de luxo do parlamentar, situado na capital baiana.
Além das buscas, o STF determinou o bloqueio de R$ 24 milhões em contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas ligadas à investigação. A medida tem como objetivo interromper o fluxo de capitais de origem ilícita e garantir eventual ressarcimento aos cofres públicos.
De acordo com a PF, que atua em conjunto com a Controladoria Geral da União (CGU) e a Receita Federal, o esquema funcionava através do direcionamento de recursos de emendas parlamentares para licitações viciadas.
As investigações apontam que servidores públicos facilitavam a vitória de empresas pré-determinadas. Após vencerem os certames, essas empresas superfaturavam a execução dos serviços contratados, gerando o excedente financeiro que era posteriormente desviado pelos membros da organização.
Esta não é a primeira vez que Félix Mendonça Jr. entra na mira da Operação Overclean. Em junho do ano passado, durante a quarta fase das investigações, o deputado, seu assessor e prefeitos de municípios baianos já haviam sido alvo de mandados. Naquela ocasião, dois prefeitos afastados foram presos em flagrante.
A Operação Overclean teve início em dezembro de 2024. Em sua primeira fase, cumpriu 59 mandados judiciais e prendeu 16 pessoas nos estados da Bahia, São Paulo e Goiás.
Os investigados nesta nova etapa poderão responder pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações e contratos administrativos, além de lavagem de dinheiro.
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