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Paulinho da Força é autorizado por Moraes a visitar Collor em prisão domiciliar

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O deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP) vai visitar o ex-presidente Fernando Collor de Mello na próxima segunda-feira, 5, em Maceió (AL), onde ele cumpre pena de oito anos e dez meses de prisão, em regime domiciliar. A visita foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes em decisão assinada nesta sexta-feira, 2.

O encontro está marcado para ocorrer entre 10h e 18h. O pedido de autorização foi protocolado pelo parlamentar em 31 de dezembro, às vésperas do Ano Novo, e também levou a assinatura do vice-presidente nacional do Solidariedade, Felipe Antonio do Espírito Santo.

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Na solicitação enviada ao Supremo, Paulinho da Força afirmou que a visita tem caráter "institucional e humanitário". Ele também se comprometeu a não registrar imagens, vídeos ou áudios do encontro e a não divulgar qualquer conteúdo da visita por nenhum meio.

Collor está preso em regime domiciliar desde 1º de maio de 2025. A determinação de Moraes levou em consideração a idade e os problemas de saúde do ex-presidente.

Collor foi preso para cumprir a condenação de oito anos e seis meses em um processo da Operação Lava Jato. O ex-presidente foi considerado culpado pelo recebimento de R$ 20 milhões em propinas da UTC Engenharia em troca do direcionamento de contratos de BR Distribuidora.

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Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), o ex-presidente usou a influência política para nomear aliados a diretorias estratégicas da BR entre 2010 e 2014, quando era senador. O objetivo seria viabilizar o esquema de direcionamento de contratos em troca de "comissões" supostamente pagas pela UTC.

A denúncia foi assinada em 18 de agosto de 2015, pelo então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e foi ampliada em março de 2016. Conforme a PGR, a organização criminosa relacionada à BR Distribuidora atuava voltada principalmente ao desvio de recursos públicos em proveito particular, à corrupção de agentes públicos e à lavagem de dinheiro.

A PGR concluiu que Collor adquiriu veículos de luxo para lavar o dinheiro obtido a partir dos crimes de corrupção. Em julho de 2015, na Operação Politeia, foram apreendidos os carros na Casa da Dinda, residência de Collor em Brasília.

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