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Papa Leão XIV reage às críticas de Trump: “Não tenho medo”

Pontífice reafirma defesa da paz após ataques do presidente dos EUA

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Papa Leão XIV reage às críticas de Trump: “Não tenho medo”
Autor Papa Leão XIV - Foto: Vatican Media

O papa Leão XIV afirmou nesta segunda-feira, durante o voo de ida para Argel, que não tem medo das críticas feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O pontífice, que inicia uma viagem diplomática pela África, destacou que sua missão é pautada pelo Evangelho e pela construção da paz, e não por interesses políticos ou ideológicos. A declaração ocorre após Trump utilizar sua rede social, a Truth Social, para classificar o papa como "fraco" em política externa e acusá-lo de tentar agradar a "esquerda radical".

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Em resposta direta às investidas do republicano, Leão XIV enfatizou que a Igreja não olha para a geopolítica sob a mesma perspectiva que os governantes. Segundo o papa, sua voz continuará firme contra a guerra e em defesa do diálogo e do multilateralismo para a solução de problemas globais. O líder da Igreja Católica ressaltou que sua mensagem de paz é direcionada a todos os líderes mundiais e não apenas ao presidente estadunidense, frisando que o foco deve ser a interrupção de conflitos que vitimam inocentes.

O embate público escalou após o presidente dos EUA criticar as posturas do Vaticano em relação ao Irã e à Venezuela. No último domingo (12), Trump escreveu que Leão XIV prejudica a Igreja ao se comportar como um político e sugeriu que o religioso deveria ser "grato", alegando que sua eleição ao pontificado teria ocorrido apenas por ser estadunidense, em uma suposta tentativa de facilitar o diálogo com o governo republicano. Trump chegou a comparar o papa com seu irmão, Louis, afirmando preferir o familiar por ser um entusiasta do movimento "Make America Great Again".

A tensão entre os dois líderes reflete o posicionamento de Leão XIV em seu primeiro ano de pontificado. Recentemente, o papa denunciou riscos da política global e defendeu a soberania da Venezuela após a captura de Nicolás Maduro. No último sábado (11), no Vaticano, ele já havia feito um apelo para que as potências mundiais abandonassem as demonstrações de força em favor da mediação, coincidindo com o período de negociações entre Washington e Teerã no Paquistão.

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A atual viagem de Leão XIV pelo continente africano passará por Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial, com encerramento previsto para a próxima quinta-feira (23). No contato com os 70 jornalistas que acompanham a comitiva, o pontífice reforçou que a visita é uma oportunidade fundamental para promover a reconciliação e o respeito entre os povos, reiterando que alguém precisa se levantar para dizer que "há um caminho melhor" do que o confronto armado.

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