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Os penduricalhos acabaram mesmo? Entenda como ficou

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Na última semana o Supremo Tribunal Federal (STF) se reuniu para acabar com a farra dos penduricalhos na elite do serviço público. Mas foi isso mesmo que aconteceu?

Em alguns casos, o STF chegou a fazer o oposto do que prometeu: parte dos penduricalhos foram legalizados e servidores que já ganham salários altos poderão ganhar bem acima do teto.

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Como revelou o Estadão, juízes por todo Brasil chegavam a ganhar mais de 1 milhão por mês. E a retirada dos benefícios foi motivo de pressão do Judiciário. Diversas associações de magistrados fizeram um lobby para não perder privilégios salariais.

Na decisão sobre o que pode ou não exceder o limite do teto constitucional - cerca de R$ 46 mil - acabou sendo criado um "teto especial".

Não foram cortados todos os penduricalhos, mas aqueles que chamavam mais a atenção da população pelo seu absurdo como: auxílio natalino, auxílio moradia, auxílio paletó.

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Foi criado um novo teto especial para o Poder Judiciário e o Ministério Público, estendido aos membros das Defensorias Públicas, à Advocacia Pública e aos Tribunais de Contas. Justamente aquelas categorias que já figuram como a elite do funcionalismo.

Essa "casta especial" de servidores públicos, agora, tem um teto constitucional que pode chegar a valores maiores que R$ 78 mil. Para os demais servidores, vale o teto de R$ 46 mil. Isso aconteceu porque o Supremo decidiu que magistrados, promotores, procuradores, defensores e advogados públicos podem receber verbas extras de até 70% do teto do funcionalismo.

A manobra para furar o teto cortou de um lado e liberou de outro. Limitou as indenizações com diárias e também com férias não gozadas. O limite para esses benefícios é de 35% do teto.

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Mas o STF resolveu permitir o chamado adicional pago a cada 5 anos de trabalho. A cada quinquênio, tem um penduricalho extra de 5% que pode chegar a no máximo 35% de adicional salarial. Foi fazendo essa conta que o STF abriu uma janela para elevar o salário dessas categorias.

No julgamento, a ministra Carmen Lúcia fez questão de deixar claro que a decisão se tratava da legalização de um novo teto na casa dos 70 mil reais, mas o ministro Alexandre de Moraes justificou dizendo que a decisão está amparada em leis e que é temporária enquanto o Congresso não resolve a questão.

Uma análise de riscos fiscais que integra a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026 mostra que somente um dos penduricalhos, o adicional por tempo de serviço, o ATS, pode custar R$ 1,1 bilhão aos cofres públicos neste ano.

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