Leia a última edição
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Política

publicidade
POLÍTICA

O que Mauro Cid disse depois de voltar a ser preso por áudios vazados pela 'Veja'

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O tenente-coronel Mauro Cid precisou fazer novas revelações à Polícia Federal (PF) para garantir sua soltura e a manutenção do acordo de delação, após ser preso preventivamente em março de 2024, quando áudios divulgados pela revista Veja mostraram ataques dele à corporação e ao Supremo Tribunal Federal (STF).

No depoimento, cujo sigilo foi derrubado nesta quarta-feira, 19, pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo, Cid revelou que o ex-presidente Jair Bolsonaro não apenas tinha conhecimento dos documentos e minutas de teor golpista apresentados aos comandantes das Forças Armadas, mas também ordenou o monitoramento de Moraes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Na ocasião, Cid, que estava em liberdade após firmar um acordo de delação premiada, foi preso novamente após prestar depoimento. Na decisão, Moraes considerou que o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro havia violado as regras do acordo ao comentar sobre as investigações.

Para garantir sua soltura e a manutenção dos benefícios da delação, Cid fez novas revelações, confirmando que Bolsonaro tinha conhecimento das minutas golpistas e que a ordem para monitorar Moraes partiu do próprio ex-presidente.

Além disso, Cid reforçou o envolvimento do general Braga Netto, detalhando sua participação nas articulações e no financiamento de operações conduzidas por integrantes das forças especiais do Exército, conhecidos como "Kids pretos".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, que foi solto cerca de dois meses depois, em maio de 2024, afirmou ainda que o conteúdo do áudio não passava de um desabafo. "Você quer chutar a porta e acaba falando besteira. Todo mundo, acaba dizendo coisas que não eram para serem ditas", declarou ao ser questionado durante seu depoimento no Supremo.

A decisão de Moraes de derrubar o sigilo da delação premiada de Cid ocorre um dia após a denúncia do ex-presidente Bolsonaro e de 33 aliados no inquérito do golpe.

Em nota, a defesa de Jair Bolsonaro rebate a denúncia da PGR chamando-a de "inepta", "precária" e "incoerente". Os advogados do ex-presidente também alegam que a denúncia é baseada em um acordo de colaboração "fantasioso" do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O posicionamento de Bolsonaro também afirma que, "a despeito dos quase dois anos de investigações, (...) nenhum elemento que conectasse minimamente o (ex-) presidente à narrativa construída na denúncia foi encontrado".

Em nota, os advogados José Luis Oliveira Lima e Rodrigo Dall'Acqua, que representam Braga Netto, chamam a denúncia de "fantasiosa". O texto diz ainda que o general "está preso há mais de 60 dias e ainda não teve amplo acesso aos autos, encontra-se preso em razão de uma delação premiada que não lhe foi permitido conhecer e contraditar". "A defesa confia na Corte, que o STF irá colocar essa malfadada investigação nos trilhos", conclui.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Política

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline