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Motta diz que vai analisar 'todos' os pedidos de CPI

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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), reafirmou nesta terça-feira, 10, que deve seguir a "fila" de análise dos pedidos de comissões parlamentares de inquérito (CPIs), mas foi reticente sobre a possibilidade de instalação de uma comissão para investigar o caso Master.

"Regimentalmente, temos que seguir a ordem de apreciação, e só cinco CPIs podem funcionar ao mesmo tempo na Câmara dos Deputados. Vamos fazer a análise, tenho dito isso, nem tenho afirmado nem descartado, só tenho dito que eu tenho de cumprir o regimento. Vamos analisar esses pedidos todos que estão postos", declarou em participação virtual na conferência do banco BTG Pactual, realizada em São Paulo.

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O deputado disse que a análise das solicitações será feita após o fim da instalação das comissões temáticas da Casa. "No ano passado nós decidimos não instalar nenhuma dessas comissões parlamentares, mas agora, no momento certo, após a instalação das comissões permanentes, a criação das comissões especiais, nós vamos fazer a análise sobre a instalação ou não dessas comissões parlamentares de inquérito."

Segundo o Placar da CPI do Banco Master - levantamento feito pelo Estadão para identificar como cada parlamentar se posiciona em relação ao assunto -, até a noite de ontem, dos 513 deputados, 319 (62%) se dizem favoráveis à abertura de uma CPI, enquanto só um diz ser contrário. Nove não quiseram responder e o restante não se manifestou.

Emendas

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Motta voltou a defender o pagamento de emendas parlamentares e reafirmou que os recursos estão seguindo as regras vigentes.

"Estamos cumprindo 100% daquilo que ficou acordado entre o Poder Executivo, o Poder Legislativo e o Poder Judiciário, no que diz respeito a transparência, rastreabilidade. As emendas impositivas e de bancada são extremamente transparentes. Das emendas de comissão agora se sabe o autor, o destinatário final, as comissões têm que aprovar, tudo isso estabelecido por lei, e essa lei está sendo cumprida conforme nós estabelecemos nesse acordo", disse.

Ele reafirmou, porém, que eventuais desvios precisam ser punidos. "Quem faz isso tem que ser punido, tem que pagar, mas criminalizar o acesso do parlamentar ao Orçamento por uma questão ou outra pontual de problema na execução não é justo."

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As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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