Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Política

publicidade
POLÍTICA

Ministros de Lula, PT e Ciro Gomes reagem à decisão do TSE que tornou Bolsonaro inelegível

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Políticos de esquerda reagiram nas redes sociais à decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que tornou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) inelegível por oito anos nesta sexta-feira, 30. Nas postagens, os representantes da antiga oposição ao ex-presidente destacaram que o parecer do TSE significou a "defesa da democracia" e provocaram apoiadores com frases de efeito utilizados por Bolsonaro na internet.

O julgamento, iniciado no último dia 22 de junho, foi encerrado no início da tarde desta sexta, com o placar de 5 votos favoráveis a inelegibilidade e dois contrários. O voto decisivo foi proferido no início da tarde pela vice-presidente do TSE, Carmen Lúcia, que disse que o ex-presidente teve "consciência de perverter" o sistema eleitoral. Agora, Bolsonaro está impedido de se candidatar até 2030.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

A acusação que determinou a inelegibilidade de Bolsonaro é de autoria do Partido Democrático Trabalhista (PDT), que alegou que o ex-presidente cometeu abuso de poder em uma reunião com embaixadores estrangeiros, onde apresentou questionamentos sobre a integridade do sistema eleitoral brasileiro. O presidente do partido à época das eleições, Carlos Lupi, e o candidato da sigla à Presidência em 2022, Ciro Gomes, observaram que a justiça foi feita pelo tribunal nesta sexta.

"A justiça foi feita! O 'belzebu' desrespeitou e atentou contra a democracia e a vida dos brasileiros, e está enfrentando as consequências. O PDT trabalhou arduamente com a justiça brasileira para cumprir nossa responsabilidade histórica contra os antidemocráticos. Vencemos!", disse Carlos Lupi, que é o atual ministro da Previdência Social do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Já Ciro Gomes, que ficou em quarto lugar nas eleições presidenciais com 3,04% dos votos, ressaltou que a intenção do PDT foi a de "defender a democracia" e de punir o "abuso de poder político" praticado pelo ex-presidente. Ciro, que tem se mostrado como uma voz opositora ao governo de Lula, citou que os brasileiros agora podem cobrar mudanças do governo sem um sentimento de "por que senão, o Bolsonaro voltaria".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"O que espero é que, de hoje em diante, tenhamos os brasileiros direito de cobrar de nosso governo mudanças profundas na vida política e econômica do Brasil, sem o oportunismo de a tudo termos que engolir porque senão? "Bolsonaro voltaria", afirmou Ciro.

PT provoca com frases da direita

A presidente do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR), afirmou que a condenação de Bolsonaro teria tido uma "enorme força didática" para punir atos praticados pela extrema-direita. Hoffmann também ironizou o jargão "Grande dia!", frequentemente utilizado por Bolsonaro com seus apoiadores nas redes sociais.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além do "grande dia!", o deputado Rui Falcão (PT-SP), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, também ironizou com a frase "tchau, querido!", cuja versão feminina foi usada pela direita brasileira durante o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016.

A conta oficial do PT no Twitter publicou um desenho do presidente do TSE, Alexandre de Moraes, que deu um dos cinco votos que tornou Bolsonaro inelegível. Junto com a foto de Moraes, a sigla celebrou a decisão do Tribunal com a frase "prepare-se para sextar".

O líder do PT na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE), postou uma charge onde apresentava o relator do julgamento de Bolsonaro no TSE, o ministro Benedito Gonçalves, apresentando o seu "voto impresso" pela inelegibilidade do ex-presidente. Assim como Gleisi, o deputado sugeriu que a decisão do tribunal serviria como um aprendizado para o futuro político do Brasil.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ministros de Lula se posicionam nas redes

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, destacou que a decisão do TSE trouxe duas mensagens para os brasileiros. Segundo Dino, a política não permite a mentira como ferramenta de poder e uma "lei da selva" onde o "mais forte tudo pode". Em outra postagem, o ministro informou que irá enviar um requerimento para a Advocacia Geral da União (AGU) para analisar uma possível indenização de Bolsonaro ao Poder Judiciário.

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome do Brasil, Wellington Dias, observou que a inelegibilidade de Bolsonaro significa o fim do espaço para "discursos de ódio, preconceito e desrespeito" e a punição de "quem quer que seja".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Política

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV