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Michelle critica Moraes por demora em liberar Bolsonaro ao hospital e fala em 'sangue nas mãos'

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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou que, "mais uma vez", haverá "sangue nas mãos" do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e do procurador-geral da República, Paulo Gonet. A declaração foi uma crítica ao fato de o ministro ainda não ter autorizado, naquele momento, a ida do ex-presidente Jair Bolsonaro ao Hospital DF Star. A autorização foi concedida apenas nesta quarta-feira, 7.

Ao dizer que "mais uma vez" haverá "sangue nas mãos" de Moraes e Gonet, Michelle fez referência à morte de um dos presos por envolvimento nos atos golpistas de 8 de Janeiro. O empresário Cleriston Pereira da Cunha morreu em 2023 após sofrer um mal súbito durante o banho de sol no Complexo da Papuda, em Brasília. Ele respondia a uma ação penal pelos crimes de associação criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

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Na ocasião, aliados de Bolsonaro criticaram o STF e o ministro Alexandre de Moraes pela morte do detento. A defesa de Cleriston, de 46 anos, havia solicitado sua liberdade provisória. Em 1º de setembro daquele ano, a Procuradoria-Geral da República (PGR) emitiu parecer favorável ao pedido, mas o STF ainda não havia despachado o pedido quando ele morreu.

Ainda segundo Michelle Bolsonaro, o ex-presidente estaria sendo negligenciado e submetido a tortura. "Ele está em um quarto, trancado, que só pode ser aberto quando ele tem que tomar medicação. A primeira medicação do dia é às 8h da manhã, e isso nos preocupa", afirmou a jornalistas.

Procurados por meio do STF e da PGR, Moraes e Gonet não se manifestaram. O espaço segue aberto.

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Michelle queixa de demora

Nas primeiras horas desta terça-feira, 6, Michelle Bolsonaro informou, em publicação no Instagram, que Jair Bolsonaro sofreu uma crise durante a madrugada, caiu e bateu a cabeça em um móvel.

A ex-primeira-dama relatou que tinha uma visita ao ex-presidente prevista para as 9h desta terça, mas só conseguiu entrar às 10h, porque ele recebia os primeiros atendimentos médicos. Segundo ela, não há confirmação sobre o horário exato da queda, e Bolsonaro não se lembra por quanto tempo teria permanecido desacordado.

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A equipe médica decidiu submeter Bolsonaro a exames para avaliar seu estado de saúde. À CNN Brasil, o médico Cláudio Birolini afirmou que o ex-presidente teve um traumatismo craniano leve.

Na tarde desta terça, Michelle disse que aguardava, no estacionamento do Hospital DF Star, a liberação do ministro Alexandre de Moraes para a realização dos exames. De acordo com ela, mais de seis horas haviam se passado desde o episódio, e Bolsonaro ainda não havia realizado os procedimentos necessários para verificar a existência de eventual dano neurológico.

Ainda na tarde de terça-feira, o ministro Alexandre de Moraes negou o pedido da defesa para autorizar a ida imediata de Bolsonaro ao hospital. Segundo o magistrado, não havia indicação médica que justificasse encaminhamento hospitalar urgente, conforme laudo da Polícia Federal.

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A autorização para a realização de exames médicos no Hospital DF Star, em Brasília, foi concedida nesta quarta-feira, 7. Bolsonaro chegou à unidade hospitalar por volta das 11h20.

Bolsonaro havia acabado de deixar hospital

Bolsonaro ficou internado no Hospital DF Star, em Brasília, da véspera de Natal até o ano novo. Ele teve aval do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para passar por sua oitava cirurgia desde 2018, quando sofreu um atentado a faca durante a campanha eleitoral. A intervenção teve como objetivo tratar uma hérnia inguinal.

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O ex-presidente também passou por três procedimentos no nervo frênico em um intervalo de quatro dias, com o objetivo de amenizar crises recorrentes de soluços.

Bolsonaro recebeu alta médica na última quinta-feira, 1º, e foi levado à Superintendência da PF em Brasília para seguir cumprindo a pena de 27 anos de prisão à qual foi condenado por liderar tentativa de golpe de Estado gestado em seu governo, em 2022.

No dia seguinte, a defesa alegou que o ambiente em que o ex-presidente está preso não assegura condições mínimas de tranquilidade, repouso e preservação da saúde. Segundo os advogados, há um ruído contínuo do ar-condicionado na Sala de Estado-Maior da Superintendência da PF. Moraes determinou que a corporação forneça, no prazo de cinco dias, informações sobre o barulho.

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