Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Política

publicidade
POLÍTICA

Marina declara apoio a Boulos e diz que SP tem desafio de ‘estabilizar democracia’

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O deputado Guilherme Boulos (PSOL) recebeu neste sábado, 23, o apoio público da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e do partido dela, Rede Sustentabilidade, à sua pré-candidatura a prefeito de São Paulo. O evento promovido pela sigla na região central da capital marcou a entrada da ministra na campanha do psolista.

O ato serviu como uma formalização da aliança, mas o apoio da ministra e da Rede a Boulos já estava dado, pois a legenda forma federação com o PSOL. A entrada de Marina da campanha, porém, ocorre após uma pesquisa Datafolha indicar que parte dos eleitores podem tê-la confundido com a pré-candidata do Novo, Marina Helena, que apareceu com 7% das intenções de voto. A equipe de Boulos diz que as agendas com Marina Silva não estão relacionadas com o resultado da pesquisa, como mostrou aColuna do Estadão.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

"São Paulo tem o desafio histórico de ajudar a estabilizar a democracia", discursou Marina Silva no ato. "São Paulo não pode ser instrumentalizada para a questão do fundamentalismo político, religioso, ideológico, o que for, como a gente está vendo acontecer. Não pode ser usada para querer destruir a nossa democracia", afirmou.

Em contrapartida ao apoio de Marina, Boulos assumiu dois compromissos com a Rede. O primeiro foi ajudar os candidatos a vereador do partido na eleição deste ano para formar o que ele chamou de "maior bancada progressista" da história da Câmara Municipal.

O segundo foi incorporar propostas do partido ao seu plano de governo. "Digo isso com profunda convicção. A Marina me ajudou a entender, e a realidade nos força a entender, o quanto é central a pauta da sustentabilidade e das mudanças climáticas", declarou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O pré-candidato do PSOL reforçou que o tema ambiental está diretamente ligado à área social e comparou a política ambiental do prefeito Ricardo Nunes com a de Jair Bolsonaro. Ele mencionou o episódio de julho de 2023 em que o então secretário de Mudanças Climáticas da prefeitura, Antonio Pinheiro Pedro, disse que o "planeta se salva sozinho". O prefeito exonerou o secretário depois da repercussão da fala.

"Negacionista do aquecimento global. Os seus antecessores no Ministério (do Meio Ambiente), nem precisa dizer", disse Boulos, se referindo à pasta comandada por Marina, que teve Ricardo Salles e Joaquim Leite como ministros durante a gestão Bolsonaro. "É essa política do atraso que a gente precisa superar", acrescentou.

De acordo com o Datafolha, Boulos tem 30% e está empatado tecnicamente com Nunes, que tem 29%. A terceira colocada é a deputada Tabata Amaral (PSB), com 8% das intenções de voto. A pré-candidata do Novo, Marina Helena, aparece na sequência com 7%, e argumenta que a tese da confusão de seu nome com o da ministra de Lula não faz sentido.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A margem de erro é de três pontos percentuais. Após o evento de apoio da Rede, Boulos e Marina participam de uma plenária às 14h para discutir o plano de governo e as propostas do pré-candidato para o meio ambiente.

Partidos dizem que eleição é nova oportunidade para derrotar o bolsonarismo

A participação ativa de Marina, ministra do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na campanha de Boulos reforça a polarização da eleição em São Paulo. O prefeito Ricardo Nunes (MDB), principal rival do psolista na disputa, é apoiado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), enquanto Boulos tem Lula e o PT ao seu lado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No evento, lideranças da Rede e do PSOL, como a presidente do partido, Paula Coradi (PSOL), disseram que a eleição paulistana será nacionalizada e trataram o pleito como uma nova oportunidade para "derrotar o bolsonarismo", após Lula vencer Bolsonaro em 2022.

Nessa linha, uma das estratégias da pré-campanha é reivindicar a formação do que chamam de uma nova frente ampla e democrática contra o bolsonarismo. Porém, diferente de Lula, que tinha apoio de siglas de centro, a coligação de Boulos está restrita ao campo da esquerda. Até o momento, ele tem o apoio de PT, PCdoB, PV, PDT e da Rede.

Representantes da Rede declararam também que o compromisso de Boulos de ter um secretariado paritário entre homens e mulheres é importante para o partido. O deputado não segue a própria determinação em seu gabinete: ele tem nove assessores e seis assessoras.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Esta será a primeira eleição em que a Rede, fundada em 2013, não lançará candidato a prefeito em São Paulo. Ricardo Young foi o nome do partido em 2016 e a hoje deputada estadual, Marina Helou, a candidata em 2020.

No evento, Marina Helou avaliou que em 2020 o contexto político era outro e que, na ocasião, a Rede lançou candidatura para apresentar uma proposta para a cidade. "A gente dessa vez tem a possibilidade de estar num projeto que ganhe essas eleições para que seja implementada uma mudança de rumo", afirmou ela. Segundo a deputada, o partido propõe a valorização dos catadores, a retomada do plano de reciclagem em todas as regiões da cidade e a eletrificação da frota de transporte público.

Principal expoente da Rede, Marina Silva tem viajado pelo Brasil para impulsionar candidatos da sigla. Nas últimas semanas, participou do lançamento das pré-candidaturas de Túlio Gadelha (Rede) em Recife (PE) e Ana Paula Siqueira (Rede) em Belo Horizonte (MG).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Política

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV