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Lula reforça necessidade de base maior e diz que Padilha 'se mata' por acordos no Congresso

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que o partido precisa se questionar por que elegeu uma base parlamentar pequena em relação aos governos petistas anteriores e ressaltou o trabalho de seus articuladores políticos para garantir a aprovação das propostas prioritárias neste primeiro ano de mandato.

Em discurso para a militância petista, Lula disse que seus correligionários precisam melhorar o discurso com a população para aumentar o número de congressistas nas próximas eleições.

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"Temos de nos perguntar por que um partido que muitas vezes no discurso pensa que tem toda a verdade do planeta só conseguiu eleger 70 deputados. Por que tão pouco se a gente é tão bom? Se a gente acha que poderia ter muito mais", afirmou.

Em seguida, reforçou o trabalho do ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e de seus líderes no Congresso.

"Reconstruir coisas com base parlamentar menor do que a que a gente já teve. É preciso muito competência do José Guimarães, Jaques Wagner, líderes na Câmara, do companheiro Padilha, que se mata o dia inteiro para tentar acordar a aprovação de uma coisa de interesse do nosso governo, da Fazenda, do Partido, de cada um de nós", afirmou.

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Lula disse que, em seus primeiros mandatos, não teve de trabalhar tanto quanto nesses primeiros 12 meses de gestão. O presidente reforçou a importância do Estado nos investimentos públicos quando não há recursos privados disponíveis e disse que um dos motivos para o não acordo com a União Europeia até aqui envolve justamente as compras governamentais.

"A economia brasileira tem que crescer. Para ela crescer tem que ter investimento. Para ter investimento, tem privado, quando a gente tem projeto. Mas se não tem privado, tem que ter dinheiro público para fazer a economia crescer, para gerar emprego e distribuir riqueza nesse país", afirmou.

"É por isso que a gente não fez acordo com a União Europeia, porque a gente não quer ceder em compras governamentais. É uma coisa para a gente atender os interesses do governo, do fortalecimento da indústria e fazer com que micro, pequenas e médias empresas cresçam", completou.

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