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Lula fala em 'escarafunchar o Orçamento' para cumprir ações essenciais ligadas à IA no País

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu "procurar dinheiro" e "escarafunchar o Orçamento" para cumprir ações essenciais relacionadas à inteligência artificial no Brasil, após detectar que não há recursos suficientes do governo.

As declarações ocorreram durante a apresentação do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial na Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, em Brasília, nesta terça-feira, 30.

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Na ocasião, Lula afirmou que, entre 2007 e 2010, o governo executou R$ 41 bilhões, com a ajuda de cientistas do Conselho, por meio do Ministério da Ciência e Tecnologia. À atual ministra da pasta, Luciana Santos, Lula disse querer que sejam seguidos os passos de Sérgio Rezende, titular da instituição na época e, segundo o presidente, "o melhor ministro de Ciência e Tecnologia que este País teve".

"Os cientistas ajudaram a gente a gerenciar e a utilizar esse dinheiro. Assim tem que ser feito, assim precisa ser feito, porque, na hora que a gente detecta que não tem recurso, nós temos que ir atrás do recurso", afirmou.

Lula continuou: "Eu não posso falar: não tem dinheiro, e aí fico quieto. Ora, se não tem dinheiro, cabe a mim tentar procurar dinheiro, tentar encontrar dinheiro, tentar escarafunchar o Orçamento, para que a gente possa colocar dinheiro para fazer as coisas que são consideradas essenciais".

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Lula também disse querer da inteligência artificial "uma fonte que gere emprego no Brasil" e pregou "ousadia" nas ações do governo. "O Brasil precisa ter ousadia para fazer as coisas acontecerem", afirmou.

A proposta de plano, de autoria do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia e intitulada "IA para o Bem de Todos", prevê R$ 23,03 bilhões de investimentos nos anos de vigência, entre 2024 e 2028. A maior parte desses recursos, R$ 12,72 bilhões, é oriunda de créditos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FDNCT) e do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Outros R$ 5,57 bilhões correspondem ao recurso não reembolsável do FNDCT; R$ 2,90 bilhões, à Lei Orçamentária Anual (LOA), sem FNDCT não reembolsável; R$ 1,06 bilhão, ao setor privado, com investimentos e contrapartidas; R$ 430 milhões, a empresas estatais; e R$ 360 milhões de demais fontes.

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Os valores projetados são totais e ainda dependeriam de confirmação na programação orçamentária e financeira de cada ano. Maioria das verbas seria destinada para ações de Inovação Empresarial. O projeto ainda está sob a análise do Ministério da Casa Civil.

Também estavam presentes no evento os ministros Luciana Santos (Ciência e Tecnologia), Nísia Trindade (Saúde), Camilo Santana (Educação), Marcos Amaro (Gabinete de Segurança Institucional), Laércio Portela (Secretaria de Comunicação), Márcio Macêdo (Secretaria-Geral da Presidência), além do secretário executivo do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Fernando Elias Rosa, do secretário executivo do Ministério do Planejamento, Gustavo Guimarães, e da presidente da Petrobras, Magda Chambriard.

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