Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Política

publicidade
POLÍTICA

Lula cobra ação de Alckmin e Haddad no Congresso; governo deve rever veto

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O governo Lula passou a enfrentar uma ameaça de pauta-bomba no Congresso sem conseguir se acertar com os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que detêm o poder de controlar as votações no plenário das Casas. A entrada do próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva na articulação política, a revisão de vetos - como admitiu o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (sem partido-AP) - e cobranças feitas ontem pelo petista a ministros evidenciaram a pressão de propostas do Legislativo sobre as contas do Executivo.

Lula cobrou seus ministros publicamente para tentar melhorar a relação com o Congresso. Citou o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, e os titulares da Fazenda, Fernando Haddad, do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, e da Casa Civil, Rui Costa. O presidente reclamou da falta de articulação política ao mencionar que o PT tem poucos congressistas num universo de 513 deputados e 81 senadores.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

"Isso significa que o Alckmin tem de ser mais ágil, tem de conversar mais. O Haddad tem de, sabe, ao invés de ler um livro, ele tem de perder algumas horas conversando no Senado e na Câmara. O Wellington, o Rui Costa (têm de) passar uma parte do tempo conversando", declarou Lula, ao lado de Haddad, durante o lançamento do programa Acredita, para concessão de crédito, no Palácio do Planalto. O presidente continuou. "Conversa com bancada A, com bancada B. É difícil, mas a gente não pode reclamar porque a política é exatamente assim. Ou você faz assim ou não entra na política", afirmou Lula.

Após viagem aos Estados Unidos, Haddad antecipou sua volta ao Brasil para buscar um entendimento com o Congresso. Na avaliação do governo, quanto antes o ministro estiver em Brasília, maior a chance de evitar que mais itens sejam incluídos na pauta-bomba.

Um dia antes de cobrar empenho de seus auxiliares para ajudar na interlocução com a Câmara e o Senado, Lula conversou com Lira, no Palácio da Alvorada, e disse a ele que os problemas na articulação política do governo com o Congresso seriam resolvidos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Randolfe afirmou que o presidente vai buscar o diálogo com Lira e Pacheco. "A articulação nas duas Casas está arrumada, mas é sempre bom requisitar a participação do presidente Lula nas negociações", declarou o senador, ontem, durante entrevista à GloboNews.

PARTICIPAÇÃO

Lula quer que Alckmin e ministros entrem em campo, antes de cada votação considerada decisiva - como as leis complementares da reforma tributária, por exemplo - para dirimir dúvidas e tentar promover o entendimento. O clima está conflagrado no Congresso desde que Lula vetou R$ 5,6 bilhões em emendas parlamentares de comissão.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Lira não conversa com o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, encarregado da articulação política do Planalto, desde novembro do ano passado. O presidente da Câmara garantiu a Lula, porém, que não ameaçou instalar cinco Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) para atrapalhar o governo. Afirmou que somente pediu aos líderes dos partidos para apresentarem o que estava pendente para ir a plenário. Mas reclamou que Padilha "não cumpre acordos" e se queixou da "descoordenação" do governo. No último dia 11, Lira chamou Padilha de "incompetente". Lula defendeu o trabalho do ministro.

Segundo cálculos do governo, projetos em tramitação no Legislativo podem gerar despesas extras de R$ 70 bilhões aos cofres públicos neste ano. A maior parte viria de um projeto patrocinado por Pacheco, a chamada Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Quinquênio, que concede um bônus de 5% para juízes, procuradores e promotores a cada cinco anos de trabalho.

EMENDAS

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O pagamento desse benefício - que a Comissão de Constituição e Justiça do Senado propôs estender para outras carreiras públicas - tem impacto anual estimado em R$ 40 bilhões. Além da PEC do Quinquênio, a desoneração previdenciária de municípios e o Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse) preocupam o Planalto.

Randolfe disse ontem que o governo pode liberar parte do valor dos R$ 5,6 bilhões vetados em emendas. "O governo está à disposição para ceder parte deste veto, para atender às reivindicações do Congresso", afirmou. Parlamentares estão descontentes com a lentidão da liberação de emendas pelo governo, que barrou o cronograma para empenho de todos os repasses ligados à saúde e à assistência social aprovado pelos congressistas na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

Randolfe afirmou que a apreciação dos vetos presidenciais pelo Congresso, amanhã, se dará em sessão "exitosa". "O governo está disposto a ceder parcialmente sobre os recursos a serem liberados nas emendas parlamentares", insistiu o líder. "Estamos construindo um acordo com o conjunto de vetos. São 32 vetos que nós devemos apreciar, que estamos dispostos a enfrentar com o apoio de nossa base."

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

PEC DO QUINQUÊNIO

O governo negocia com Pacheco e com o relator da PEC do Quinquênio, senador Eduardo Gomes (PL-TO), a possibilidade de alterar o texto da proposta no plenário da Casa, restringindo as categorias beneficiadas pelo adicional por tempo de serviço. O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), foi destacado para a missão. Há, ainda, uma articulação do Planalto com senadores da base governista para tentar convencê-los de que a PEC acabou abrangendo muitas carreiras, o que levaria a um impacto fiscal muito grande.

Apesar de Wagner estar dedicado a negociar a proposta, existe um grupo no governo cético sobre a possibilidade de a proposta avançar. Na Secretaria de Relações Institucionais, há a interpretação de que Pacheco está pressionado por integrantes do Judiciário, setor onde tem bom trânsito, a dar andamento à proposta, mas que não a levará até o fim.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em entrevista aoEstadão/Broadcast, o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), que é vice-presidente do Senado e votou a favor da PEC na CCJ, disse estar disposto a discutir seu posicionamento no plenário da Casa. "Tenho de ter responsabilidade. Estamos vivendo um momento em que o governo e nós, enquanto agentes políticos, nos deparamos com essa realidade fiscal. Não podemos desconhecê-la."

Para que a PEC não seja aprovada, o governo precisa que ao menos 31 senadores se ausentem ou votem contra o texto. Antes de ser votada em plenário, a PEC passará por cinco sessões de debates.

As informações são do jornalO Estado de S. Paulo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Política

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV